sexta-feira, 31 de maio de 2013

Deixa voar.



Deixa voar, deixa pra lá. Uma hora a gente aprender a conviver com a dor, com a falta, com a saudade. No fim é só uma necessidade estranha, um sentimento estranho, uma vontade que dá e que passa! Vai passar! Se for pra ser seu, voltará. Com uma intensidade melhor, com um jeito diferente de estar, sem se tornar obrigatório, só pelo bem querer. Pelo amor, pelo sabor.. Volta pra você mesma, descubra-se. viva! E aprende menina, não dá pra prender por toda vida aquilo que nasceu pra viver longe, aquilo que foi feito pra voar. 

(Rogério Oliveira)

Em um homem.


"Toda falta é perdoada em um homem, menos, de atitude." E palavra.

(Tati Bernardi)

Pessoas de coração aberto.


Às vezes o silêncio é a melhor forma de manifestar-se. Fico indignada com atitudes de pessoas que se acham tão corretas, que julgam comportamentos alheios e que não conseguem enxergar seus próprios umbigos. Pessoas que se revelam companheiras de vida, de alma, de alegrias e tristezas e só aparecem quando você tem algo a lhes oferecer, uma festa para beber até cair e no outro dia chorar até ter coragem de levantar. Daí, você tem vontade de mudar, de sorrir mais, de sair para compartilhar alegrias e não mais solidão. Daí, você encontra um outro alguém que te faz mais feliz do que você supunha. Mas não esquece dos que te acompanharam boa parte de sua vida. E o afastamento começa aos poucos. Vocês estão em mundos diferentes, mas nada impede que se encontrem, que compartilhem conversas, conselhos, alegrias, o amor daquela amizade tão bonita. E quando se encontram, começam a cobrar sua ausência quando na verdade, eles já te excluíram de reuniõezinhas do fim de semana, que quando estão juntos acham que você está ali apenas para marcar presença. Não estou aqui para julgar comportamentos, mas não estou também para ser julgada por quem não sabe nada da minha vida, do que eu sinto e sempre vou sentir. E mais uma vez, peço que tudo se mostre claro na minha vida, que as pessoas de bem e que me queiram bem permaneçam. Tudo vai se revelando, e no fim se você se doa de coração aberto, só as pessoas de coração aberto permanecem no seu caminho.

(Rayana Krambeck)

Carta aberta a ninguém e a todo mundo.



"Ando numa fase louca da vida e tenho pressa demais por tudo; e nada e tudo acontecem ao mesmo tempo e me deixam na loucura. Uma loucura boa, quase saudável, quase lúcida. Se eu sinto saudades? Ah, ando com saudade de todos e sem saco pra ninguém, sabe como é? Sinto falta de conversar, com preguiça de ligar, de falar, de conversar. Quero ficar meio só. Ando cansada. Mas tô bem, tô feliz, tô mais-pra-mais-do-que-pra-menos realizada, as coisas vão andando devagar, mas vão. Tô abrindo mais (mais?!) a mente, deixando entrar só energia boa na vida. Energia boa e gente boa, leve e sincera. Tô por aqui. Mando notícias assim que me passar esta fase de desnorteação lúcida."

(Paolla Milnyczul)

Só depende de você.

Preste atenção, o mundo não é cruel. Claro, tem muita gente má, mas tem milhares de almas lindas e limpinhas por aí. Almas que acolhem almas, que cuidam, que alimentam a vida da gente de forma doce, suave. Acredite na doçura das pessoas, seja verdadeiro, ame com garra, tenha compaixão daqueles que respiram ódio e transpiram ingratidão.


É possível, só depende de você. Não adianta blindar o riso se a alma anda baleada de insatisfação, não adianta.

(Ju Fuzetto)

LE-VE-ZA.

Sou meio faca na bota para algumas coisas e sensível demais para outras. Não suporto indelicadezas em geral. De verdade. Sou bem sensível, as coisas me afetam que nem tiro de metralhadora. Quase morro, mas minha paixão pela vida é forte demais pra me entregar tão fácil.
(Clarissa Corrêa)



Vamos encarar a vida com leveza, pois é o que a vida pede da gente: LE-VE-ZA! Leveza pra amadurecer, leveza pra novas experiências, leveza pra novos aprendizados. Um sorriso no rosto e um brilho nos olhos (e na alma!) faz a gente muito mais bonita do que um peito tunado e a bunda mais malhada do mundo.
Porquê boniteza, minha gente, vêm de dentro!


 (Paolla Milnyczul)

Filme pra vida inteira.

Entrou apressada, carregando uma bolsa gigante, uma sacola e um livro nas mãos. Achei engraçado o modo desarmonioso como ela caminhava. Acomodou-se ao meu lado, trazendo consigo seu riso maior que o telão.

Minhas mãos suavam, eu nem sou um cara tímido, mas, porra, eu tremia feito um moleque de 15 anos.
Chegou derrubando as coisas na poltrona, sorrindo um quilometro e meio de covinhas. Sem querer, memorizei as curvas do seu sorriso em minhas pupilas, guardando calorosamente aquele semblante de moça simples, que de tão delicada, parece quebrável, de louça. Não, eu queria tocar nela, não de um jeito que machucasse, mas queria poder encostar nas suas costelas, de um jeito que a surpreendesse e que a fizesse querer morar no meu abraço.
Logo eu, colecionador de conquistas e beijos roubados. Logo eu, porra, sendo arrebatado pela esquisitice doce dessa moça tão normal. Não, ela não parecia normal, cacete, ela parecia de outro mundo, olhava para o telão como se eu não existisse. O filme era comédia romântica, dessas água com açúcar, bem doce, sabe? 
A moça não me olhava e, nossa, ensaiei meu melhor sorriso, minha fala de Don Juan, mas a pequena ao lado parecia vacinada. Ela estava imune ao meu olhar de moço babão, embriagada na sua completude surreal, estava armada até os dentes contra galanteadores da minha espécie. 
Quando o filme acabou, esperei ela se levantar da poltrona disfarçando meu encantamento, mas o cinema esvaziou bem rápido, enquanto ela apanhava a bolsa, a sacola e o livro, o mundo girava lento, bem lento pra mim. Girava tão devagar que nem vi quando ela saiu, tentei correr pelo corredor vazio, mas aquele corpo magro e aparentemente frágil já não estava mais ao meu alcance. 
Abaixei a cabeça com raiva de mim, deixei que a pequena se perdesse, antes mesmo de tê-la encontrado e eu sabia que seria ela que uma hora, ou outra, alguém como ela, exatamente igual a ela, arrancaria de mim a máscara de conquistador barato.
Pé ante pé, fui seguindo cabisbaixo, olhando ao redor, com cuidado procurando um olhar que me desviasse o pensamento, mas nada era tão acolhedor quanto aqueles olhos de café com leite, que em poucas horas me deram o que muitos corpos, com seus suores, curvas e saliências não puderam me dar. É, o amor mora logo ali, não vem nú, nem alfabetizado. A gente o veste no corpo, sem saber a sua língua, sem poder provar o gosto do seu idioma, mas sabe que hora, ou outra falará somente a língua dos anjos. E se, por acaso, novamente cruzar com ela, vou pedir um replay com direito a cinema mudo. Eu não falo, nem ela, no telão nós dois, filme pra vida inteira, inteirinha.

(Ju Fuzetto)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Depois de algum tempo, você aprende.



"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"


(William Shakespeare)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Estou piegas.

Talvez ele seja só para distrair os meus dias. Talvez seja a distração de uma vida inteira.
(Maria Fernanda Probst)



Estou piegas demais por hoje, o amor é cheio de clichês e eu queria muito poder me esconder debaixo do teu edredom azul e dormir no perfume do teu travesseiro. Sabe mocinha que descobre seu primeiro amor e fica rabiscando o nome do amado junto do seu, num coraçãozinho vermelho? Sou quase eu, tirando que não desenho corações nem nomes. Mas acho que descobri o primeiro amor e — que puxa! Como diria o Charlie Brown. O Charlie do desenho, garoto, que definiu que o amor é um carro azul. Se jogar no Google você vai ver e vai descobrir que o amor é essa incomodação toda, essa irritação infantil, essas guerras de travesseiros. E como eu queria, agora, irritar você. Fazer cócegas até ser vencida, rir até a barriga doer. A gente se completa, vê?

(Karla Tabalipa)




Você é vento.

Alguns amores nos ensinam eternidades. Em poucos segundos entendi que, em mim, as suas não ficariam. Você não foi feito pra ficar. Você é vento. Vento que murmura. Vento que mistura. Vento que deixa. Você é o beco mais difícil do meu poema. Poema com saída. Não aprendi o ponto que te finaliza. Acendo uns atalhos. Te abrigo nas asas desse abraço. Te escrevo alguma liberdade. Tua ausência é o meu mormaço. Danço pra te ver nascer.

 (Priscila Rôde)


"Deixa partir o que não te pertence mais, deixa seguir o que não poderá voltar, deixa morrer o que a vida já despediu. O que foi já não serve é passado, e o futuro ainda está do outro lado, e o presente é o presente que o tempo quer te entregar."

(Caio Fernando Abreu)

Siga o Louco de Marselha.

Assim vai o Louco de Marselha, que por ser puro e ingênuo se lança ao mundo e com os braços abertos e olhar altivo, iniciando sem medo e com muita esperança a sua jornada. Alma pura coração bom, mal sabe o Louco que sua jornada poderá ser repleta de conquistas e momentos tormentosos, ele simplesmente não se importa, e com as roupas rasgadas quase desnudo o Louco entusiasmado vai em frente pronto para o que der e vier esperando sempre o melhor. Em alguns momentos antes de começar algo em nossa vida, devemos ser  intimoratos e seguir o Louco de Marselha, lançar-se de corpo e alma e viver plenamente com a ingenuidade de uma criança. O caminho será difícil? Que seja no momento em que for, mas não no início, pois para o Louco de Marselha não importa onde, como ou quando chegar e sim simplesmente começar.

(Baldur Lux)

Eu boto fé.


Eu gosto de você por motivos que nem arrisco dizer. Tudo bem, tem um milhão e trinta e dois motivos bem bonitinhos e bobinhos listados um a um num bloco de notas, mas é tudo fruto da nossa rotina cheia de doçura, das nossas brincadeiras infinitas e das artimanhas culinárias. Um fato: eu já amava você antes de descobrir os motivos para amá-lo, você compreende? Tudo o mais que vem surgindo, todas as vezes que te pego sorrindo, todas as vezes que te pego me olhando é só para reforçar aquilo que sabia desde o início: eu amo você. Eu já amava você, acho, quando te vi sentado atrás de uma mesa azul sendo você mesmo o tempo todo. Eis a chave do nosso sucesso: nunca fingimos ser quem não somos. A gente era o que era e nos apaixonamos pelo que somos. Boto fé. Eu boto uma baita fé na gente, eu boto uma baita fé nosso futuro projetado um dia depois do outro, eu boto fé no nosso acaso. O universo conspirou para que a gente se encontrasse num bar e para que eu te desse chance. Para que nos desse a chance de selar aquilo que a gente já queria. E a gente queria sem motivos, apenas porque desde o início, simplesmente era para ser. 


(Maria Fernanda Probst)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sabedoria de vó.




Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta: 
- Querida, venha cá. 
Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. 
Tenho umas coisas pra te contar. 
E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração! 
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. 
E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. 
Por isso, vou colocar mais ou menos assim: 
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente. 
Siga sempre seu coração. 
Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão. 
Satisfaça seus desejos. 
Esse é seu direito e obrigação. 
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você. 
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. 
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália. 
Cuide bem dos seus dentes. 
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. 
Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito... 
" Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível. 
Tenha uma vida rica de vida! Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela. 
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor. 
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. 
Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários. 
Se for se casar, faça por amor. 
Não faça por segurança, carinho ou status. 
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco! 
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. 
Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. 
É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão. 
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. 
Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim. 
Compreenda seus pais. 
Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão. 
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. 
Agora é a sua vez. 
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?


(Crônica de Maria Sanz Martins in revista AG)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Estou aqui pra ser feliz.

Já quebrei a cara com amigos e com amores. E tudo bem, acho que isso faz parte do crescimento emocional. Nem todo mundo consegue entender a forma que a gente sente. Temos o dever de respeitar o espaço dos outros. Se eles não querem (ou não sabem) se dividir, problema é deles. Não estou aqui para convencer ninguém, quem quiser embarca comigo nessa loucura que é sentir. Quem tiver medo, sinceramente, que aprenda a lidar com seus demônios, que vá fazer terapia, meditação ou tomar tarja preta. Não estou aqui para salvar ninguém.


Eu decidi, há muito tempo, que estou aqui pra ser feliz. É evidente que não vou passar por cima de ninguém, muito menos ser desonesta com meus princípios. Mas eu quero ser feliz, quero jogar os medos no lixo, quero me abrir para as oportunidades, quero me deixar levar sem medo e sem freio.

(Clarissa Corrêa)

Sou o oposto.

Ah, eu te assusto porque sou o oposto, porque vivo de verdade e canto qualquer música sem saber a letra. Assusto porque não minto. Porque minhas verdades ás vezes são pesadas demais. E meus limites estão todos aí para serem testados.

(Ju Fuzetto)


 - É isso que eu gosto em você, seu realismo, sua espontaneidade, sua falta de modos. É isso que eu acho bonito numa pessoa, você vive sua vida, aceita suas limitações, não dá muita bola para o que os outros vão achar de você. Às vezes eu acho as pessoas tão igualmente diferentes, sempre pendurando arengas no pescoço e fazendo um esforço tremendo para parecer legal. Você é você. Estou certo que existem almas formidáveis por toda a cidade, mas se eu fui gostar logo de você, isso quer dizer alguma coisa.
(Gabito Nunes)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As pessoas quebram.


O que eu poderia dizer a você, Catarina? A verdade? A verdade você já sabia, você tinha acabado de descobrir. As pessoas quebram. Até as meninas quebram. E, se as meninas quebram, você também pode quebrar. E vai, Catarina. Vai quebrar. Talvez não a perna, mas outras partes de você. Membros invisíveis podem fraturar em tantos pedaços quanto uma perna ou um braço. E doer muito mais. E doem mais quando são outros que quebram você, às vezes pelas suas costas, em outras fazendo um afago, em geral contando mentiras ou inventando verdades. Gente cheia de medo, Catarina, que tem tanto pavor de quebrar, que quebram outros para manter a ilusão de que são indestrutíveis e podem controlar o curso da vida. E dão nomes mais palatáveis para a inveja e para o ódio que os queima. Mas à noite, Catarina, à noite, eles sabem. 


(Eliane Brum)


Quero agradecer.



Quero agradecer. 
Agradecer feito prece daquelas em que as crianças se ajoelham e unem as mãos. Feito flor dançando depois de matar a sede com um balde de água, ou com uma chuva dos deuses. Quero agradecer, feito os campos verdes, feito as montanhas depois do árduo sol ao receber águas mansas. Quero agradecer feito os pássaros livres voando no céu azul brilhante, quero agradecer feito mar infinito deitado em baixo do sol todo-poderoso. Quero agradecer feito lago refletindo a lua. Quero agradecer feito sorriso sincero de criança. Agradecer feito céu iluminado de estrelas, Agradecer a vida simples, doce e majestosa. Agradecer pelo dom de simplesmente saber agradecer. 

(Rayana Krambeck)

Dois corações que se entendem.

Para não ficar sozinha no mundo, Deus te trouxe logo depois da minha chegada. Desceu no mesmo escorregador que o meu, passamos pelo mesmo arco-íris, brincamos na mesma estrela e bebemos do mesmo sangue. Não somos irmãs, mas somos quase ou até mais. Te sinto por perto nas minhas mais doces lembranças, no pé de jabuticaba, na casinha, brincando na bica, nas minhas cicatrizes de tombo, na época de escola, nas brigas, em tudo o que nos aproximou. Nos perdemos, pelo destino mas ele mesmo deu um jeito de nos reaproximar, e nossos laços ficaram ainda maiores. Mesmo distante, te sinto perto. Estás no meu coração. Sempre que precisarmos uma da outra basta chamar que sabemos que teremos mais que uma mão estendida, teremos dois corações que se entendem.


(Rayana Krambeck)


Atravessei momentos difíceis com uma força que não veio só de mim. Hoje, olhando pra trás, pensando em tudo isso, tenho essa certeza, que muito da minha força veio dela. E outra parte da força, a que veio de mim, ela me mostrou que eu tenho. Não preciso que concordem e achem certo tudo que faço. Só espero que entendam e respeitem e levemente me indiquem o caminho. Ela sempre agiu assim, sem precisar que eu pedisse que fosse assim. Poucas pessoas me encantam. Ela é tão encantadora!
Referência feminina, exemplo de mulher, de pessoa... Amiga de todas as horas, mesmo à distância. Amiga de verdade! Depois dela, não me senti mais sozinha. Nunca! Porque sei onde encontrá-la, sempre! (até porque ela está no meu coração.) Não tenho dúvidas que nossa amizade é coisa de destino traçado, vontade de Deus e todas essas coisas que muita gente não acredita, mas nós temos certeza que existem! Me conhece tão bem! Te quero tão bem! Me sinto protegida, querida, amada, compreendida, especial! Te sinto por perto...mais perto do que muitos que estão ao lado!
És essencial na minha vida e pra minha felicidade!
Estás guardada em um canto especial do coração!

(Karla Tabalipa)

O amor e seus derivados.



Compreendo aqueles que fogem do amor, correm da ligação sentimental que vai se instalando vagarosamente. 
Uns abraçam a causa, decidem entrar de cabeça, corpo e alma. Outros fingem que estão imunes aos sentimentos que alargam por dentro, preferem pular de cama em cama, sem exercer sentimento algum pelo outro, até que em algum momento de suas vidas sem gosto, serão acometidos por um lance mais forte, que os faça estremecer por inteiro. Daí, meu querido, já era. Ferrou.
O amor e seus derivados fincam suas raízes no peito e na tão querida razão, elas sempre nos penetram com maestria, sejam elas rasas, ou profundas demais, e se instalam com toda comodidade num canto onde não exista nenhum resquício de sanidade e, de fato, afetam a integridade do nosso amor próprio.


(Ju Fuzetto)

A mulher interessante.



A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos e uma malícia que inquieta a todos quando sorri… As pessoas se questionam. O que é que essa mulher tem?! Ela tem algo. Pronome indefinido: algo. Ficar bonitinha, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas.

(Martha Medeiros)

Fácil julgar.


É muito fácil julgar o que o outro sente. Muito mais fácil apontar pro outro e fazer com que ele se sinta mal por algo que ele não planejou, mas por descuido, por necessidade, acabou deixando acontecer. Muito fácil gritar, xingar, diminuir o outro. Muito fácil fingir sorrisos, abraços, afagos, amor, afeto. Tudo muito fácil, pra você, claro! Agora observe. Imagina tudo isso acontecendo com você, na mesma intensidade, na mesma moeda. Continuaria achando fácil? Pois é. Siga aquele clichê: ''Não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem contigo.'' Anotou? Agora siga, e boa sorte! Sorte é o que a gente precisa. Independente de escolhas, caminhos e facilidades. 

(Rogério Oliveira)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pessoas luz.

"É questão de sentir. Tem pessoas que são luz." 

(Patrícia Vicensott)


"Quem nasceu pra ser luz, nunca vai ser escuridão. Porque embora a luz falhe, certas vezes, ela sempre volta. Por vezes, até mais forte. Mas quem vive no escuro, não encontra a luz sozinho. Por isso, na vida, é comum encontrar pessoas que não tem luz própria e que queira roubar a sua. Não se importe. O que nasce conosco, morre conosco e ninguém tira."

(Desconheço o autor)

Todo o bem.


Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho.

(James Greene)

Quem disse que as mulheres gostam?


Não é preciso transar demorado para satisfazer sua parceira. O ideal é fazer sexo de um jeito gostoso, mas não como se fosse uma maratona.

Para que fique claro, não estou falando das longas e minuciosas preliminares. Mas sim o tempo excessivo de penetração, que muitas mulheres consideram apenas uma exibição de vigor da nossa parte.
Desde então, toda vez que um amigo se gaba – como os homens fatalmente fazem – de ter dado “uma surra de cama” numa garota, dentro de mim uma voz sarcástica pergunta: “E ela, gostou?” 
Antes de prosseguir, uma informação em benefício das mulheres: os homens são terrivelmente solitários quando se trata de sexo. Embora gastem um tempo enorme falando do assunto, eles não trocam informações verdadeiras. Enquanto as mulheres conversam sobre as suas dificuldades, os homens relatam ao bando apenas os seus triunfos, reais ou imaginários. O resultado é que existem dois mundos opostos na cabeça masculina, quando se trata de sexo. Um é feito de performances medianas, vexames e glória eventual. É o mundo da experiência verdadeira, íntima. O outro mundo, repleto de conquistas épicas e ereções olímpicas, é o do relato mitológico dos outros. Qual é a realidade coletiva? Não faço ideia. Sei que na cama, como diria Fernando Pessoa, somos todos príncipes 
Quem salva os homens da completa desinformação em relação ao sexo são as mulheres. Elas nos relatam, em geral de forma indireta, o que acontece na intimidade delas e dos outros homens. Como não estão comprometidas em contar vantagem, nem preocupadas em destruir reputações, (exceto em uma ou outra ocasião...), vêm delas bons relatos. E opiniões menos apaixonadas. Por isso decidi, na semana passada, esclarecer diretamente com elas a história das transas demoradas: afinal, isso é bom para elas ou não é?
Minha pequena amostra, colhida entre mulheres de idades e situações conjugais distintas, sugere que o empenho dos homens em esticar aquele momento ao máximo pode ser inútil.
Várias mulheres dizem detestar sexo prolongado: “Enquanto o cara está lá, se achando o máximo, eu fico pensando, ‘meu deus, acaba logo com isso’”. Outras dizem gostar apenas de preliminares demoradas: “Elas são importantes e deliciosas”. Poucas afirmam gostar de “trepadas quilométricas”, com recordes de penetração. “No começo de um relacionamento ou empolgada com um flerte, é legal”, me disse uma. Mesmo quem gosta muito, faz ressalvas: “Tem de ter intensidade, sentimento. Não pode ser uma coisa mecânica”.
É quase unânime a opinião entre as mulheres que os homens estão se empenhando exageradamente por desinformação. “Acho que teve tanto marketing nas revistas femininas para combater a ejaculação precoce que a história virou para o outro lado”, me escreveu uma amiga. “Hoje, os caras vão para a cama como quem vai para um teste de resistência.” Ela me disse que a tendência é tão forte que as garotas começam a regular sexo por achar que o parceiro está esperando uma maratona – e elas não se sentem fisicamente preparadas. 
Outra coisa que fica nítida nessas conversas é o apego das mulheres por experiência emocionais durante o sexo, não somente físicas. Homens que não gozam privam a parceira de uma sensação importante de satisfação. Aqueles que gozam e depois se dedicam ao orgasmo dela ganham pontos na categoria da solidariedade erótica. Quem consegue gozar ao mesmo tempo em que elas, leva para casa um troféu de enorme valor por sintonia. Sentimentos, rapaz, sentimentos...
Claro, essas coisas variam de casal para casal. Quem gosta de um jeito com fulano pode gostar de outro com sicrano. É preciso explorar as possibilidades, no limite do temperamento de cada um. As regras são flexíveis, mas existe uma coisa chamada personalidade sexual. Alguns curtem sexo intensamente e são capazes de transar por horas. Outros gostam ainda mais, mas concentram seu prazer em espasmos curtos. Há os que se interessam menos pelo assunto.
Sexo, afinal, é diversidade, como tudo na vida. Muitos adoram correr, tantos detestam. Uns têm enorme capacidade de concentração, outros se distraem com facilidade. Há pessoas gulosas e aquelas naturalmente comedidas. Se as pessoas são diferentes em tudo, não é de esperar que se comportem da mesma forma na cama - a não ser que estejam tentando imitar um padrão, o que constitui enorme besteira. Um dos segredos públicos do sexo feliz é a necessidade de descobrir seu próprio jeito de ter prazer. Mas isso leva tempo e implica, necessariamente, em pôr de lado estereótipos e modelos.
Para os homens não é fácil. Desde que a gente é garoto, tem sempre um sabichão disposto a explicar do que as mulheres realmente gostam. Essas conversas prematuras e desinformadas, que envolvem quantidades imensuráveis de mentiras, tendem a encher nossa cabeça de lixo. Demora a livrar-se delas e descobrir, na prática do sexo, no afeto das relações, o que é bom e ruim, para nós e para elas. Na verdade, é um trabalho para a vida inteira.
Da minha parte, gosto de pensar em sexo como um trem em movimento. O orgasmo é uma estação onde todo mundo quer descer, de preferência juntos. Nem sempre dá. Em geral nós, homens, desembarcamos primeiro, e temos de esperar, cheios de dedos, pelo vagão da mulher, que vem lá atrás. Com a prática e as preliminares, a ordem se inverte: ela desce do trem primeiro, depois nos ajuda com a nossa bagagem. De um jeito ou de outro, o tempo da viagem é menos importante que chegar ao destino. Quando os dois estão os dois na plataforma, felizes, pode-se fazer qualquer outra coisa: passear, ler, dormir, comer. O trem do sexo, afinal, vai estar lá à nossa espera, toda vez que quisermos viajar.

(Desconheço o autor) 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

És uma estrela.



Alma de fada em corpo de mulher. Espírito da floresta habitando um corpo-mundo.
 Mente em flutuante magia com pés plantados em verdades de pedra. 
Sonhos cor de lua-cheia querendo beijar o sol.
És uma estrela entrecortando a via terra.

(Rayana Krambeck)

Um lugar no mundo.


O nosso lugar pertence apenas a nós, somente nós temos o poder de fazê-lo doce ou amargo. Se emanarmos bons fluidos, eles invisivelmente voltam até nós em forma de seres iluminados que nos ajudam encontrar nosso lugar no mundo.

(Rayana Krambeck)


Sempre ouvi dizer que existia um lugar em que tudo seria bom, neste lugar você sempre estaria feliz, os problemas já não o perturbariam e quando se estaria lá não se pensa em outra coisa a não ser estar lá.
Passei muito tempo procurando por esse lugar, corri, segui, andei, mas andei muito mesmo e nunca encontrei. Nos momentos que achava ter encontrado logo percebia que não era aquele o tão sonhado lugar.
Hoje percebo que o lugar em si não faz diferença, todos os lugares podem ser mágicos, por mais simples que seja até mesmo dentro de um carro, o que muda é o complemento, pois se ao lado de alguém você se sentir sempre feliz,  os problemas já não o perturbam e quando estiver lá não se pensar em outra coisa a não ser estar lá, parabéns meu caro você descobriu o caminho! Não meça esforços para cultivar este "lugar" faça valer a pena!

 (B. Lux)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cada um oferece o que tem.

Cada um oferece o que tem no coração. Eu aprendi espalhar amor.

(Rayana Krambeck)


Ela tinha mania de tapar os ouvidos e cantarolar uma canção qualquer, pra não ouvir o mundo dizendo que não ia dar certo.
Ela dormia conversando com as estrelas, e buscando inspiração na capacidade que elas tem de brilhar em meio aquela escuridão sem fim.
E antes de pegar no sono, ela escolhia um momento feliz pro dia seguinte, porque sabia que no amanhã havia mais de uma estrada pra seguir, e suas atitudes decidiriam seu rumo.
(Plantar pensamento positivo, pra colher felicidade.)
Era uma certeza. E todos os dias, a menina crescia por fora, e ainda sim, continuava a ser criança. Não perdia a grandeza que só os pequeninos tem, de acreditar nas pessoas e suas boas intenções. Se agarrava a fé que a infância lhe deu de presente e conquistava, todos os dias, um pedacinho de felicidade, um punhado de paz, e uma gratidão de quem sabe o valor de viver.
Se a gente colhe o que planta, coloca um sorriso no rosto, que logo ele brota na alma.

(Karla Tabalipa)

Sou uma mulher-criança.


Eu gosto de fantasia. De conto de fada, de era um vez. Gosto da vida doce.

(Maria Fernanda Probst)


Sou uma mulher madura, que às vezes anda de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes usa salto alto. Sou uma mulher que balança. Sou uma criança que atura

(Martha Medeiros)

Choveu estrela.


Eu te ouvia respirar ao meu lado, enquanto lhe contava sobre constelações. Você ouvia, atento, minhas teorias sobre as conspirações do universo e aproveitei-me da situação para lhe falar das estrelas, as poucas que sabia. Seu braço arrepiava o meu, tamanha proximidade que estávamos. “Me toca!”, o pensamento pedia. Me toca, por favor, me toca. Meu pensamento se ungia destas palavras, queria que você pudesse ouvir meu sexto sentido, ou ao menos se atentasse para o brilho que surtia incandescente no meu olhar. Você parece tão doce perto de mim. Sou tão ácida e precipitada, queria logo lhe tascar um beijo na boca. Você se virou para mim, seu rosto à centímetros do meu, sorrindo e roubando todo o brilho das estrelas para irradiar teus dentes brancos. Havia um quê de ternura nos teus olhos castanhos que me incendiava inteira e eu segurei teu olhar, implorando para que lesse meus pensamentos. Eu te amava, rapaz, meu Deus como eu te amava! E você me leu, com todos os teus instintos e sentimentos, me leu com tamanha voracidade, que me engoliu inteira, como se meu corpo fosse uma maçã suculenta e madura, sem cuspir as sementes nem a casca, você me quis na tua boca, pele com pele, alma com corpo, sem pudores, nem limites. Em sôfrego êxtase, choveu estrela sobre a gente.

(Maria F. Probst e Ju Fuzetto)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um jeito tresloucado.


Sentido, meu amor, só faz para gente. Sentido, meu amor, é o amor da gente. 


Ando necessitada de rabiscar minhas ideias pelos cantos, de registrar qualquer fiapo de amor, esperança, felicidade que pulsa nos meus dedos inquietos. Não posso deixar evaporar o pensamento, entende? Não posso me perder nas esquinas, na rotina, no virar de páginas. Uma hora eu bordo uma história completa, começo, meio e fim, recheada de suspiros e amores e contos de fadas (sempre!), n’outra hora eu fico boba, olhando para você ou para lugar algum, buscando lá no fundo da memória aquela frase que queria dizer, mas perdi em meio aos pensamentos. A cabeça não pára, em nenhum momento. Eu vivo com um bloquinho e uma caneta sempre por perto, para não sofrer e lastimar as entrelinhas que fugiram, mas não me parece suficiente. Eu queria me ver ali, pintada na parede de casa, n’algum canto qualquer. Eu queria brincar de inventar letras, formas e juntar palavras de um jeito tresloucado e sem sentindo pr’aqueles que nos vêem de fora. 

(Maria Fernanda Probst)


Dar ouvidos a maldade.


"Dar ouvidos para a maldade, é prolongar o mal."


Chega uma hora, em que você entende que o que as pessoas falam, é só o que elas falam.
E não o que você é.
Não atinge, não incomoda, não ofende.
Porque você só se culpa, se sua consciência permitir.
E se ela está tranquila, qualquer tipo de ataque alheio, é o mesmo que nada.
Aí você aprende que cada um oferece o que tem.
E você pára de revidar, de se preocupar, de se abalar com julgamento de quem vive de mal com a vida.
Você percebe que atrai o que transmite, e passa a usar seu tempo só com quem te faz bem. E aí, fica em paz.
Porque a gente ganha uma briga, quando 'foge' dela.


 (Karla Tabalipa)

De dentro para fora.


A gente brinca de complicar a vida, como se esta não fosse complicada o bastante. 

(Maria Fernanda Probst)



As coisas dão certo de dentro pra fora.
Quando encaramos a vida com sorriso de verdade, desses que vem da alma, e uma fé imensa, de quem acredita em felicidade plena.
Quando abrimos os olhos tendo a certeza de que o dia vai ser lindo, não há cara feia ou ofensa de quem nos quer mal, que apague o nosso brilho.
Hoje eu decidi ser feliz. 
Desarmada de qualquer sentimento ruim.
E as mágoas? Ficaram lá no ontem. 
Porque hoje eu acordei com a bandeira da paz hasteada no peito.

(karla Tabalipa)

Serena por fora, vulcão por dentro.

Eu sou essa menina-mulher hiperbólica como você já deve ter notado.

(Maria F. Probst)


Passo meus dias me olhando por dentro. Querendo me achar e entender essa inquietação estacionada no meu ser.  O sorriso que desaprendi, a paciência que há muito não mora mais aqui, a alegria de criança que se foi com o vento. Me quero de volta, estou sentindo falta de mim e perdi o caminho, a direção. Preciso me reencontrar inteira e com mais doses de paz, amor e paciência. Me quero toda pra mim, pra eu poder ser tudo o que sou e tudo o que não quero ser: serena por fora, vulcão por dentro.

(Rayana Krambeck)