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sábado, 28 de março de 2020

Fico





Escolhi este caminho e não pretendo sair. Não sei. Nem quero. Há caminhos e caminhos. Alguns se perdem de nós muito perto da chegada. Outros se prendem a nós pelo amor, pela liberdade ou pelo estômago repleto de borboletas. Eu sei que passa. (...)
Fico porque em tudo há cura e delicadeza." 

(Priscila Rôde)

domingo, 10 de novembro de 2013

De mim para longe.




Venho da noite. Dilato uma nova maneira de atravessar as bordas que não cicatrizam e não calam e deixam a ferida cada dia mais exposta. O nervo exposto. O peito exposto. Amor com sangue circulante – cansado, no entanto. Venho da noite, antiga e sem claridades. Rente à borbulha, mergulhada na efervescência das luas que ardem e despregam-se céu adentro, como se rompessem, como se desistissem, como se dormissem, eternas e derramadas. Saio da noite. De mim para longe. Do mundo para lugar qualquer - onde nada que respira lava da terra a tua ausência, nem diz por que ainda amanheces.
(Priscila Rôde)

domingo, 15 de setembro de 2013

O amor pra cuidar da gente.

Eu não quero parecer uma menina que caiu na rotina e perdeu a rima de se apaixonar. Eu prefiro ser uma mulher que ainda decora poemas, na esperança de resolver seus dilemas e depois se encontrar.
(Bibiana Benites)


Talvez, eu é que não tenha mudado. Talvez eu só esteja me apresentando. Me permitindo. Talvez eu só esteja amando de um jeito diferente. Me reconhecendo. Só estou fazendo do horizonte a minha casa, o meu tema. É que, eu não sei se você sabe, mas, a gente precisa colocar o amor pra cuidar da gente.


(Priscila Rôde)


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Meu pensamento.


Meu pensamento: onda que ao beber-te, não se quebra mais à frente, ao lado do “não estamos”. Te atravessa. Me excede. Invade. Querer-te bem é rir das pedras. Renascer do mergulho que te encerra. Descuidar das margens. 

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Você é vento.

Alguns amores nos ensinam eternidades. Em poucos segundos entendi que, em mim, as suas não ficariam. Você não foi feito pra ficar. Você é vento. Vento que murmura. Vento que mistura. Vento que deixa. Você é o beco mais difícil do meu poema. Poema com saída. Não aprendi o ponto que te finaliza. Acendo uns atalhos. Te abrigo nas asas desse abraço. Te escrevo alguma liberdade. Tua ausência é o meu mormaço. Danço pra te ver nascer.

 (Priscila Rôde)


"Deixa partir o que não te pertence mais, deixa seguir o que não poderá voltar, deixa morrer o que a vida já despediu. O que foi já não serve é passado, e o futuro ainda está do outro lado, e o presente é o presente que o tempo quer te entregar."

(Caio Fernando Abreu)

domingo, 7 de abril de 2013

o eterno.


Não tenho (quase) nada nas mãos. Talvez duas ou três vontades de criar o eterno, de falar do eterno, de amansar o eterno. Talvez um ou dois milímetros de nós margeando essas cicatrizes que ampliam as inocências - como se eu também nunca partisse de alguém, algum lugar, de mim, um dia. Como se eu não injetasse nesse sangue uma estrada descontínua feita pra durar só o instante. E eu também não me tenho mais: saí dos meus medos e fui morar nos fios distendidos, possíveis, delicados de seus pensamentos que, da minha miúda presença, só sabem do amor que ainda deixo escapar no silêncio, por um descuido (...).

(Priscila Rôde)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

amar, dentro da gente.


O amor é quando a gente mora um no outro.

(Mário Quintana) 


Amar, dentro da gente, ainda é essa eterna comoção de espaços, uma contração de vazios. Um eterno escapar para dentro do mesmo olhar todas as noites, sem pausas. É esse (e)terno morar (em um pensamento, em uma pessoa, em uma canção). Ainda é ter um abraço com a altura do meu desalento. É saber que não quero demorar muito e me querer um pouco mais por dentro. Nada teme. Nada desmonta. Nada exige. Nada pequeno. Amar, fora da gente, ainda é esse eterno sentimentalismo insensível ao desprendimento. Acho definível. Nem tento
(Priscila Rôde)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

sigo apenas sentindo. sendo.


Seguir nem sempre significa entender o caminho. Algumas vezes eu sigo apenas sentindo. Sendo. E deixando que as coisas e as pessoas sejam em mim também.

(Bibiana Benites)



Aprecio essa gentileza tênue e equilibrista que alcanço quando não desisto tão fácil de algumas tentativas. Pareço imbatível, mas, lá dentro, só estou me perdoando pela constante falta de jeito.
 (Priscila Rôde)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ser, todo dia.


Não tenho que vencer todas as batalhas. Não preciso me cobrar demais. Não tenho que ser minha inimiga. Preciso entender e aceitar que a gente não ganha sempre. E que não faz mal se as coisas dão errado vez ou outra. Sou a minha maior crítica. E posso me ferir cruelmente quando quero. Por isso, resolvi me aceitar e fazer as pazes comigo. Então, eu finalmente entendi que preciso ser como sou.

(Clarissa Corrêa)


Há quem tente culpar o outro pela falta de sorte e de riso, pelo dia nublado, pela dor acumulada nos ombros. Há quem tente a infelicidade o tempo todo. Que bom que, da nossa felicidade, a gente mesmo cuida. A gente mesmo inaugura, a gente mesmo exala. Há quem tente plantar um olhar mais enviesado dentro do novo momento, mas também há, outro tanto de gente que tenta amaciar a nossa vida com pequenos detalhes. Ser feliz é ser um tanto despreocupado, sabe? Por mais que a gente tente, às vezes, não há outro jeito: feliz é ser, todo dia.
(Priscila Rôde)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

manifestação escrita.


Amo cartas, cartões, bilhetes, frases coladas na parede. Qualquer manifestação escrita me atrai. Palavras me seduzem. De vez em sempre não sei falar, então escrevo cartas. Já escrevi muito para família, amigos e amores quando as palavras insistiam em fugir da minha boca. Na hora de escrever, é mágica, elas chegam, ficam e não querem mais sair. Escrevo muito, o tempo todo. Escrevo quando quero me desculpar, explicar, entender, demonstrar, viver. As palavras vivem para sempre, não as que saem da boca, mas as que entram no papel. Elas não morrem. E o mais importante é que todas as emoções podem ser revividas, basta uma leitura. 

(Clarissa Corrêa)


E eu acho que todo mundo deveria escrever um pouco sempre que sorrisse, sempre que chorasse e acordasse. Escrever, sem se preocupar com a beleza do verbo, com a fluidez da palavra. Escrever sem corrigir as próprias lágrimas. Na fila do pão, enquanto o ônibus não chega, numa conversa no final do dia. Um balanço. Um aprendizado bobo. Qualquer coisa que a alma dita, cintila. Vira poesia. E nos devolve.

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

me capturar.


Sou construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre mim, mas me capturar... Só com minha permissão. 

(Martha Medeiros)


Há muito cuidado dentro de uma entrega. E uma tristeza que, em mim, irradia. Úmida e irreversível.

(Priscila Rôde)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

quando a leveza do outro nos salva.



O coração recosta no tempo e descansados, recomeçamos. Nesse momento - quando a leveza do outro nos salva das nossas fraquezas mais bobas - entendemos melhor o valor desses amores que tentamos definir diariamente, sem nunca conseguir. Entendemos que daqui para qualquer lugar melhor, é só um pensamento (positivo). Entendemos graças a tudo o que nos move e a Mão que tudo sustenta, que viver é para quem gosta de dar sempre um pouco mais de si, sem avareza no partilhar das sementes.

(Priscila Rôde)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Insignificâncias.



Certas insignificâncias me abrem. Me olho e transcendo: tudo é mais bonito do avesso. Tudo é mais simples por dentro.

(Priscila Rôde)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

pra que tanta explicação.


Alguns arrepios não desgarram. Centenas deles me invadem. Qualquer coisa nossa me emociona.


Pra que tanta explicação
Se o amor, desde então
Bem nos quer,
Simplesmente?

 (Priscila Rôde)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

não há que se entender mais nada.



Dentro desse meu complexo desencanto por vazios, frases cotidianas e pessoas perfeitas, o que fica é sempre o inevitável, raro e imenso. O que fica é o bobo, o clarividente, o que nos salva: você; o sorriso solícito que não recua, o brilho da palavra certa. O abraço que não destoa. A razão que flutua. Então a gente sente, mesmo dando algumas voltas no mesmo desânimo. Não há que se entender mais nada. Há que se ir. No fim, seremos a entrega que falta.

(Priscila Rôde)

perdoe.



Perdoe a minha vida que acordou magoada nos últimos dias.
(Que a tua bondade me desarme novamente. Que o teu olhar sobre mim, recomece).

(Priscila Rôde)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

vamos tecer mais um riso.



"Que a chuva que inaugura o meu dia
não atrase nem intimide o sol
que eu levo dentro do peito.
Que a tua ausência consiga enfeitar
a minha alegria com esses pedacinhos de ternuras
que deixam o abraço tão mais completo.
Que a tua carência floresça
dentro da minha porque juntos,
na mesma distância,
regaremos a plantação dos novos milagres.
E que o encontro do teu caminho
com a minha estrada acabe eterno,
mesmo que pelo amanhã não passe.
Mesmo que dure só um quase,
vamos tecer mais um riso e desabrochar
nesse fio de tempo
que tem a coragem
de um instante."

(Priscila Rôde)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

intensidade na bolsa.


O que nos espera é bem maior que nós, é o que importa. Sempre. O nosso lugar dentro do tempo, guarda o sorriso do mundo. Porque Nele cabe o melhor, cabe tudo, cabe uma eternidade...
(Priscila Rôde)


Nasci para viver com a intensidade na bolsa, me acompanhando aonde quer que eu vá. Tenho um coração de criança, que anda de pé no chão. Tenho uma alma de moça que não abre mão de carregar para cima e para baixo os livros de contos com histórias bonitas e finais em que o felizes-para-sempre-são-realmente-para-sempre.

(Clarissa Côrrea)

sábado, 26 de maio de 2012

inventar mundos e acolher sonhos.



Gosto mais do que não tenho. Não que aqui chegue fraco, mas, t r a n s f o r m a. Eu gosto mesmo é de inventar mundos e acolher sonhos, andar nessas ruas com a vida. Nunca sozinha. Sou fruto de um presente preguiçoso. Nasci pra ser a metade. Um complemento inteiro. Vento ou folha. Ponte ou rio. Mar ou mar. Há dias que me entrego ao instinto e esqueço as escolhas. É que tem dias que não sou feita do que parece melhor. Sou feita do que fere mais, aquece o corpo, une mãos e vira amor.

Sobrevivo.

(Priscila Rôde)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

não tenho paredes.


Se me afasto, é porque não me encaixo. Minha entrega é muito seletiva. Meu abraço, vasto. Não ligue se pareço distante. No fundo, só estou perdida em qualquer lugar.


(Priscila Rôde)


Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes!

(Mário Quintana)