terça-feira, 28 de agosto de 2012

o que eu amo.



"Você me olhou como uma criança que é pega fazendo arte e eu te amei loucamente. (…) Eu tenho motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faz rir cem encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. (…) Amo seus erros assim como amo os acertos, porque o que eu amo, enfim, é você."

(Tati Bernardi)

incorpore teu melhor, bonita.


"Aprendi a desculpar os outros e me tornei grande. Aprendi a - me - desculpar e me tornei imenso."

(Camila. H)


"Ame aquilo que você é por dentro. Ame teus espinhos, tuas limitações. Ame a tua parte má, o teu desassossego, a tua falta de vocação pra santa. Ame-se. Infinitamente. Como se fosse amor a primeira vista. Incorpore teu melhor, bonita."

(Ju Fuzetto)

celebrAÇÃO.



(...) Celebro a ação de não competir com ninguém, pois tenho tudo o que preciso e saber que o que tenho foi conquistado por mim. Celebro, diariamente, a ação de ter criatividade - de criar atividades que me tirem da estagnação espiritual, emocional, pessoal. Celebro a ação de renovar meus valores para que eles sejam justos. Celebro a ação de não ocupar meu coração com desesperança e preconceitos ou coisas que aprisionem minha alma na limitAÇÃO. Celebro a ação de me importar primeiro com as pessoas, depois com as coisas. Celebro a ação de ser profunda nos meus devaneios, celebro a ação de ser superficial em alguns desejos e poder me permitir ou rir deles. Celebro a ação de mudar de ideia, de certeza, de narrativa, de estado de espírito, de aparência, de preferências, de vida!
CelebrAÇÃO não é lamentAÇÃO, por isso, celebro!"
(Marla de Queiroz)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

sentimentos positivos.



Gosto de sentimentos positivos. Nada negativo me agrada, isola, um, dois, três. Bate na madeira. Manda pra longe. Canta pra subir. Gosto de coisa viva, alegre, que faz sorrir e que pinta o coração com giz de cera e aquarela. 

(Clarissa Corrêa)

pra que tanta explicação.


Alguns arrepios não desgarram. Centenas deles me invadem. Qualquer coisa nossa me emociona.


Pra que tanta explicação
Se o amor, desde então
Bem nos quer,
Simplesmente?

 (Priscila Rôde)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

esbanjar emoções.



Prefiro esbanjar emoções. Mesmo que doa. Mesmo que, um dia, eu possa me arrepender. Meus arrependimentos duram pouco, alguma coisa me cutuca e diz olha, que bom que você fez. Que bom que você teve coragem. Que bom que você sente. Que bom que você tenta. Tentar é se arriscar. E tudo na vida tem metade de chance de dar certo. E a outra metade? De dar errado. Mas não é poupando que você saberá.

(Clarissa Corrêa)

Talvez a vida fosse bem mais simples.



É inevitável, mas bem ou mal a gente sempre acaba esperando algo dos outros. Talvez a vida fosse bem mais simples, lágrimas fossem evitadas e corações fossem poupados se a gente simplesmente não esperasse nada. Mas a gente espera. Espera sempre. Espera pouco. Espera médio. Espera muito. O fato é que a gente espera alguma atitude, algum gesto, nem que seja abanar lá de longe, fazer um sinal de positivo com a cabeça, um sorriso com o olhar, alguma coisa (por menor que seja). 

(Clarissa Corrêa)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

não há que se entender mais nada.



Dentro desse meu complexo desencanto por vazios, frases cotidianas e pessoas perfeitas, o que fica é sempre o inevitável, raro e imenso. O que fica é o bobo, o clarividente, o que nos salva: você; o sorriso solícito que não recua, o brilho da palavra certa. O abraço que não destoa. A razão que flutua. Então a gente sente, mesmo dando algumas voltas no mesmo desânimo. Não há que se entender mais nada. Há que se ir. No fim, seremos a entrega que falta.

(Priscila Rôde)

perdoe.



Perdoe a minha vida que acordou magoada nos últimos dias.
(Que a tua bondade me desarme novamente. Que o teu olhar sobre mim, recomece).

(Priscila Rôde)

domingo, 19 de agosto de 2012

a pessoa mais importante.



Fecha os olhos e pensa na pessoa mais importante para você. Não falo do seu pai, mãe, irmã ou avó. Falo da pessoa mais importante no âmbito sentimental, falo de amor e romance, tesão e paixão. Sabe aquela pessoa que faz você ter vontade de ser melhor a cada minuto? Sabe aquela pessoa que faz você pensar ele-vale-qualquer-dorzinha-que-o-amor-causa? Sabe de quem falo agora? Então, pensa nele (ou nela). Fecha os olhos e pensa bem forte, até a imagem da pessoa surgir na sua mente. Pensa na pele, na expressão dos olhos, no dedão do pé, na espessura do fio de cabelo, na cor do sorriso, nas pintas, nos cílios. Pensa no impensável. Pensa naquilo que só você conhece, um jeito de rir, de escovar os dentes, de ser. Agora se concentre em você, na sua sensação. Eu aposto que seu coração se sentiu em casa, um velho conhecido daquela imagem que te faz tão bem. Porque quando a gente tem um sentimento forte por alguém, a gente se sente bem. Quando o mundo desmorona, basta ter a pessoa ao lado (nem que seja pra se jogar no colo e desmoronar junto).


(Clarissa Corrêa)

para realizar um sonho.



Para realizar um sonho é preciso de muita coragem. Porque às vezes você tem que abrir mão de uma coisa para dar espaço para a chegada da outra.

(Clarissa Corrêa)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

o interruptor que faz a vida acender .



Até que num belo momento, depois de muito cansaço, depois de muito doer,  depois de muita neblina, depois de muita busca, sobretudo, a gente descobre,  contente que nem criança diante de novidade, onde o amor estava o tempo todo. Onde estava a chave. Onde estava o alimento. Maravilhados, começamos a cuidar de nós mesmos. Começamos a dedicar carinho e delicadeza a nós mesmos, esses que pensávamos que podiam vir somente dos outros. 
Descobrimos que o interruptor que faz a vida acender esteve o tempo inteiro no nosso próprio coração."
(Ana Jácomo)

como o jardineiro.



Alguém diz que sou bondosa:
está tão enganado que dá pena.
Alguém diz que sou severa,
e acho graça.
Não sou áspera nem amena:
estou na vida como o jardineiro
se entrega em cada rosa:
corte, sangue, dor e aroma,
para que a beleza fique na memória
quando a flor passa.
Amar é lidar com os espinhos
de quem ama por inteiro:
com força, não com fraqueza.

(Lya Luft)

das armadilhas todas.



Há um banquete disponível e gratuito desde sempre para cada vida, é só entrar no próprio coração, sentar-se à mesa, saborear e nutrir-se. Mas, em geral, dirigimos de tal forma os nossos olhos para as iguarias que nos faltam que não nos sobra olhar para reconhecer aquelas que já estão servidas.
Das armadilhas todas, o foco na escassez é uma das mais autosabotadoras que existe.

(Ana Jácomo)

algo em mim.



Há algo em mim que não desaprende esse caminho. Que segue, quando, aparentemente, eu paro. Que continua a luzir, mesmo quando eu tropeço nas minhas sombras. Há algo em mim que me salva de mim. Que me leva pela mão para brincar. Para conhecer o que continua vivo e belo além de toda e qualquer gaiola. Além dos meus tempos de muda. Algo que me mostra uma paz intensa e verdadeira. Que não me deixa esquecer que continuo a ter asas, mesmo quando eu não voo...
(Ana Jácomo)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Todo mundo é meu pra sempre.


               
Eu definitivamente não consigo me desligar das pessoas. Todo mundo é meu pra sempre, mesmo que seja eu quem tenha ido embora.

(Martha Medeiros)

nasço da minha própria contradição.



Frutos de enganos ou de amor,
nasço da minha própria contradição.
O contorno da boca, a forma da mão,
o jeito de andar - sonhos e temores incluídos - virão desses que me formaram.
Mas o que eu traçar no espelho
há de armar também segundo o meu desejo.

Terei meu par de asas
cujo vôo se levanta desses
que me dão a sombra onde eu cresço
- como, debaixo da árvore, um caule e
sua flor.

(Lya Luft)

domingo, 12 de agosto de 2012

eu sou uma sortuda.



De vez em quando eu fico assim, meio boba, do nada fico te olhando fazer coisas simples, como amarrar o tênis, escovar os dentes, mexer a panela, lavar o copo, arrumar a cama, trocar um cd, coçar o braço, caminhar na rua, abrir a janela, qualquer coisa, fico te olhando e eu sinto que o meu coração sorri. De feliz. De ter te encontrado, porque eu acredito que o amor pra ser assim, de verdade, verdade, verdade, ele é muito raro. E difícil de achar. E eu sou uma sortuda.

(Clarissa Corrêa)

da vida.



"Da vida não quero muito... Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia e perdi apenas o que no fundo, nunca foi meu..."

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

aroma de coisa boa.

 "Deixa-me andar assim,
no teu caminho
por toda vida,
Amor,
devagarinho...."
  
(Florbela Espanca)


E foi no dia em que
o meu caminho encontrou o teu...
que eu percebi o que é
essa (des)ordem que se forma quando
a gente sente que o Outro,
é talvez a resposta dessa vontade
de ficar ao lado, dentro,
nos braços e risos de dois.
O que se formou naquele dia
foi mais que um aroma de coisa boa
no meu e no teu ar, que juntos,
seja por aquela partícula lilás-verão
do encontro, da energia que se fez
quando tua essência sentiu a minha;
Ou pela forma desmedida que meu corpo
e minha alma clamavam por aquele cheiro
que me fazia lembrar você,
Desde aquele dia... que nos 'descobrimos'
pelo toque, por esse reflexo tão exato de si no Outro,
por essa magia de vida e por aquela
doçura do primeiro encontro, do Estar junto,
que eu me permiti com mais (e mais) intensidade,
escutar essa música de dentro, que toca...
E todo-o-meu-Ser responde quando
o teu Ser-ao-lado está.

(Bibiana Benites)

teu diamante.



(...) E se o que tanto buscas  só existe em tua límpida loucura - que importa? Isso, exatamente isso, é o teu diamante mais puro.

(Mário Quitana in Antologia Poética ou Quitana de Bolso)

pra falar a verdade.



(...) Eu não consigo prever tudo sozinha, apesar de imaginar tanto um futuro que continua incerto demais pra mim. Meus planos para amanhã, meus amores de ontem ou do ano que vem, eu já não sei. Não sei se vai doer ou me fazer sorrir. Cadê meu sexto sentido? Já te falei, sou ingênua. Por isso sinto tanta falta de GENTE e de sinceridade. ATITUDES doces como chocolate, porque palavras eu já tenho uma coleção preservadas em embalagens bonitas. Pra falar a verdade, essa semana estou sentindo falta de mim. Do meu veneno, do meu encanto, da minha loucura, e da fé guardadinha no meu peito e que eu não consigo enxergar. Sinto falta das respostas para minhas perguntas indiscretas e de tudo que eu ainda vou me encontrar.
(Tatiana Camil)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

tudo muda.



Pessoas mudam. Sentimentos mudam. Isso não significa que o amor uma vez partilhado, não foi verdadeiro e real. Simplesmente significa que às vezes quando as pessoas crescem, elas crescem separadas.
(500 dias com ela)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

justiça no amor.



Não existe justiça no amor.
O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.
(...)
O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento. O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.
Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.
(...)
Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.
Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.
Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.
Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.
Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.
Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.
Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.

(Fabrício Carpinejar, crônica “Injustiça” in "Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus")

se estamos.



Nada é da gente. E a gente não é de ninguém. Se estamos, é porque assim escolhemos. E ponto.

(Bibiana Benites)

um quadro qualquer.



Então faz assim: traz um pincel bem colorido e pinta. Colore um quadro qualquer. Sem ritmo. Sem pressa. Resgata o brilho do olhar. Deixa que transborde tudo de mais lindo que você traz dentro. Sem medo. Sem receio algum. Seja. Flor, se assim quiser. Coração, se por esse caminho escolher. Mas aprende a te surpreender com as pequenas coisas da vida de novo. Com essas que nos deixam grandes. De alma.
  
(Bibiana Benites)

eu quero mais.



Que eu continue colhendo. Acreditando. Sonhado. Que pessoa alguma me faça amarrar a tristeza dentro. Porque de agora em diante, eu quero mais. Gente que me acrescenta. E menos. Bem menos sentimentos e/ou pessoas, que me diminuem.

(Bibiana Benites)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

deixar fluir, sem ruir.



Tenho o péssimo hábito de esquecer onde guardo as minhas coisas. Pior, apenas lembro que elas existem quando volto a vê-las. É verdade, tenho uma mente dispersa e um jeito atrapalhado de lidar com quase tudo. Embora acumule muitos planos e um “tantão” de expectativas, quando percebo o tempo passou e eu vivi apenas com aquilo que estava à altura dos meus olhos. Há muita coisa perdida em mim e que, no fundo, não gostaria que estivesse. Várias coisas caíram no esquecimento contra a minha vontade – por pura displicência. A sorte é que a vida se encarrega de deixar armazenado tudo que um dia marcou e, cedo ou tarde, a gente se depara com lembranças, pessoas, sensações, que se desprenderam do “nosso mundinho”.
Independentemente da presença ou ausência, você pode deixar fluir, sem ruir…"

(Fernanda Gaona)

vamos tecer mais um riso.



"Que a chuva que inaugura o meu dia
não atrase nem intimide o sol
que eu levo dentro do peito.
Que a tua ausência consiga enfeitar
a minha alegria com esses pedacinhos de ternuras
que deixam o abraço tão mais completo.
Que a tua carência floresça
dentro da minha porque juntos,
na mesma distância,
regaremos a plantação dos novos milagres.
E que o encontro do teu caminho
com a minha estrada acabe eterno,
mesmo que pelo amanhã não passe.
Mesmo que dure só um quase,
vamos tecer mais um riso e desabrochar
nesse fio de tempo
que tem a coragem
de um instante."

(Priscila Rôde)

domingo, 5 de agosto de 2012

somos tanto.



Então chegou a minha vez. Agora eu quero falar. É pela palavra que nos une. É pela Poesia. Pelo encontro. Pelo verso. Pela rima. Pela prosa nossa de cada dia. Que a Poesia continue nos mostrando que é possível se esvaziar do peso do mundo. Daquilo que nos dói.
Que a gente continue florindo. Que a gente continue amando. Dançando e cantando na chuva. Sentindo. E se sentindo. Mesmo longe. Mesmo quando perto.
Que a gente não se perca. Mas que tenhamos a ousadia de mudar a rota quando a vida assim quiser. Quando a gente assim decidir. Porque ninguém é de ferro. Somos o contrário disso. Somos tanto. Somos silêncio. Somos sorrisos. Somos também tristeza, quando o destino de rasteira nos alcança. Somos nossos livros que nos instruíram até aqui. Esse instante. Somos as pessoas que passaram por nós. E as que ficaram também. As que são.
Somos as tentativas. Os nossos sonhos. Somos a Poesia da vida. Somos Poesia. E dela extraímos a doçura que nos move. Que nos une. Que todos os dias nos abençoa, pela simplicidade dela. E pela gentileza, também.

 (Bibiana Benites)

sábado, 4 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

a metade da laranja.



Acho que todo mundo se completa com alguém. Lógico que sim, sou uma romântica incurável. Qualquer pessoa é mais feliz quando encontra (vem pra cá, Fábio Jr.) a metade da laranja. É melhor ter com quem dividir um passeio, uma novela, uma cama, uma história.
(Clarissa Corrêa)

frustrações.



Grande parte das nossas frustrações acontecem quando a gente espera que o outro tenha as mesmas atitudes que nós teríamos em determinada situação. Mas o outro é somente o outro. Ninguém é igual a ninguém. E nunca será. 

(Clarissa Corrêa)

mais uma maluquice minha.


(Clarissa Corrêa in "Para todos os amores errados")

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

eu não sou brincadeira.



"...Porque mulher não foi feita pra se entender. Mulher foi feita pra se amar. Não acham? Taí uma boa conclusão. Se eu tenho um "tipo", acho que nada mais é do que um cara que goste de mim. Que me admire, me assuma e seja guerreiro. Porque - meus amores - eu não sou brincadeira."

(Fernanda Mello)

a vida segue.


"Não importa o que você deixou de sentir. Deixou de amar. Deixou de ser. É fato: a vida segue. A vida não pára pra gente." 


"Fica o que foi/é bonito. O que é bom pra gente."

 [Bibiana Benites]

para atravessar agosto.



Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro.É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante:ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir,dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios , premonições.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu sem o menor pudor, invente um. Que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se , e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar.

(Caio F. Abreu)