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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Me mereço.


Feliz da maquiagem — que é boa — e não se perde nas lágrimas que escorrem silenciosas como a noite. Meu rosto encheu de chuva por três segundos. Respirei fundo, deixei que o sal secasse na pele, encarei um espelho desconfiada e, à ele, dei meu melhor sorriso. Por mim. Porque me mereço, porque me basto. Já tive tantos outros tombos tão piores, não será um tropeço que irá me derrubar, que irá me destruir, que irá tirar o sol de mim. Sim, agora será sempre ensolarado. Dia e noite.
(Maria Fernanda Probst) 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Será?


Será que você me lê na mesma proporção que eu te vejo? Será que você me vê, no tanto que te escrevo? Será que você crê naquilo tudo que não digo? Será que você diz meu nome tanto quanto (hoje) penso no teu? Sou vestida de interrogações, desde que esbarrei-me propositalmente contigo e elas não cessaram, nem nos dias de céu azul e pores de sóis (♫ quando segundo sol chegar), nem em dias de concreto e melancolia. Teu equilíbrio desestruturou minha armadura.
(Maria Fernanda Probst)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Loucura.


 Loucura.
Balanço-me para trás e para frente...
Enlouqueço-me num olhar estranho, parado.
Quero entrar no inexistente,
esquecer o presente.
Envolvo-me em uma velocidade anormal,
de pensamentos sem nexo,
onde olho o que não vejo,
onde cheiro o inodoro.
A tristeza leva meu corpo sem reação,
sinto o sangue em minhas veias envenenado,
como se meu corpo não possuísse alma.
Uma pintura abstrata, que não sei as cores:
as cores da vida, da morte, da alegria, da dor.
É como se a sonolência da minha mente
anestesiasse a realidade.
Grito sem abrir a boca,
sou apenas louca.
Louca de amor,
louca capaz de sentir o vento na calmaria,
calor no inverno.
Louca que leva o seu choro a correr o mundo,
dizendo:
Sou livre,
sou louca.
Balanço-me para trás e para frente.
Não tenho nome,
não sou gente.


(Maria Fernanda Probst)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ninguém me conhece.

Ninguém me conhece. Não ao fundo, não direito. As pessoas não tem ideia de todas as marcas e cicatrizes que carrego, da tristeza que deita comigo em todas as noites que durmo sozinha, dos pesadelos que me assolam e da minha fraqueza que é tentar ser forte o tempo inteiro.
 (Ju Fuzetto e Maria Fernanda Probst)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ser, não basta.

É errado, bem sei, mas como passar por um furacão sem me abalar, como salvar a própria pele, se sou um estereótipo mal feito de tudo que me aclamam? De certo criei minha própria imagem, covarde e imunda. Cavei minha cova. Tendo em vista essa erva daninha que sou, jamais serei rosa. A fraca brisa que sopra já me abala inteira. Pinto-me de forte assim que abro os olhos, mas a máscara é tão mal colocada em meu rosto, que desmancha na primeira esquina. E ninguém percebe porque — como uma erva daninha num mato qualquer — ninguém me nota. E, quando me notam, logo percebem que afrouxo, dissemino meu veneno, minha eterna pose de anjo. Não, não, ninguém me vê como sou. Reparam apenas na falsa delicadeza que transmito religiosamente e incansavelmente. O que sou? Não sei, só sei que não sou e isso é tudo. Tudo que tenho, sem querer ter, apenas ser. E ser, não basta.
(Ju Fuzetto e Maria Fernanda Probst)

Me encare.




Esqueça do pudor, das vontades e dos desejos. Me encare nos olhos, como se eu jamais tivesse sido tua e como se nunca pudesse ser. Me olhe sem medo e não desvie o olhar. Leia o que se passa na minha mente, tente me descobrir. Permita que o silêncio fale por nós dois e que, além dele, só se escute nossa respiração e nossos corações. Mergulhe no meu olhar, entre sem bater e permaneça por um tempo. O tempo que quiseres, o tempo que for preciso. Tenha medo de piscar, como se num piscar de olhos, eu pudesse não mais estar à tua frente. Me encare como se fosse a última vez. Me encare como se jamais fosse me ver de novo e me deseje. Me deseje pra sempre.


(Maria Fernanda Probst)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Seja meu.

Fantasie um mundo perfeito, um amor colorido, uma paixão eterna. Descubra-me a cada dia, redescubra-me a cada curva, a cada toque, a cada beijo, a cada fantasia. Beija-me alucinado, apaixonado, como se cada beijo sempre fosse o último. Seja meu do mesmo modo que quero ser tua.
(Maria Fernanda Probst)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ir embora.




Internamente acredito que ir embora foi meu maior ato de coragem, dada a situação toda. 
(Ju Fuzetto e Maria Fernanda Probst)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O que nunca nos esquentou.


— Tudo esfria nessa vida. — suspiro
— Nem tudo, só o que nunca realmente nos esquentou por dentro.

(Maria Fernanda Probst e Ju Fuzetto in Trilogia Detrás dos cílios) 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O destino.

A gente normalmente não sente o destino mudar, mas ele se movia sim, exatamente como essas nuvens, e de um jeito tão definitivo quanto elas. Também era denso como aquelas nuvens.
(Deb Caletti in “Um Lugar para Ficar”)


Por mais que os sentires estivessem adormecidos cá dentro do peito gelado, surgia um ou outro detalhe de encher os olhos de garoa e aumentar — ou ofuscar — o sorriso de canto de boca.

(Maria Fernanda Probst)

sábado, 17 de agosto de 2013

Ainda me conservo.


Sou moça querendo ser mais miúda, pequenina, cabendo na palma da mão. Esconderijo. Moça que não espera que a sua vida a sorte surta efeito, prefere ser autora dos seus feitos, dar a eles seu feitio e fazer deles mais que enfeites. Poder fazer desfeitas, porque tem defeitos, mas não buscando o perfeito — apenas o seu inteiro. Há de ser moça também feita de fases e de frases: um sujeito com seus jeitos, objetos e objetivos, apostos e opostos, travessões e travessias, linhas e ladainhas, vírgulas e virtudes. Garotinha-mulher que prefiro ser, ainda me conservo e sou secreta por natureza.

(Maria Fernanda Probst)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ele disse "saudade".


— O que você andou bebendo? — aponto para o copo vazio.
— Saudade — ele murmura com sorriso torto, enlaçando-me a cintura.


(Ju Fuzetto e Maria Fernanda Probst)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Uma nota.

Uma nota: às vezes as pessoas me assustam.
duas notas: nem pelo que dizem, nem pelo que fazem
— mas pelo que calam.

(Maria Fernanda Probst)

domingo, 2 de junho de 2013

Que bom que o seu amor me escolheu.

É daquelas felicidades que dá vontade de chorar, confesso. Uma lágrima boba que cai, como se quisesse dizer “que bom que você está aqui. Eu te esperei desde sempre."


(Maria Fernanda Probst)



"Que bom que o seu amor me escolheu, que bom que o seu sorriso trouxe a força." 

(Horizonte - Cláudia Leite)

Até que passe.

O problema é que tudo se acumula de um jeito torto e claustrofóbico aqui do lado de dentro e quando não dá mais pra suportar, estouro. E falo e conto e peço e tudo parece só um disco arranhado, repetitivo que – não pela primeira vez – está dizendo tudo de novo, apertando na mesma tecla, se anulando um pouco, implorando nas entrelinhas e vendo a vida passar e continuar exatamente na mesma. Então o problema é esse. E eu choro até que passe. 

(Maria Fernanda Probst)


E a gente lembra que tudo passa. A dona vida nem sempre nos ensina de forma doce e sutil. É preciso passar por situações repetidas vezes para ela ter certeza que aprendemos seus ensinamentos. Tudo é provação, aprendizado, crescimento e evolução da nossa alma. Ninguém nasce pronto, estamos aqui para cair, mas principalmente para levantar e olhar de cabeça erguida o novo dia que nos espera, a cada despertar de consciência.

(Rayana Krambeck)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Estou piegas.

Talvez ele seja só para distrair os meus dias. Talvez seja a distração de uma vida inteira.
(Maria Fernanda Probst)



Estou piegas demais por hoje, o amor é cheio de clichês e eu queria muito poder me esconder debaixo do teu edredom azul e dormir no perfume do teu travesseiro. Sabe mocinha que descobre seu primeiro amor e fica rabiscando o nome do amado junto do seu, num coraçãozinho vermelho? Sou quase eu, tirando que não desenho corações nem nomes. Mas acho que descobri o primeiro amor e — que puxa! Como diria o Charlie Brown. O Charlie do desenho, garoto, que definiu que o amor é um carro azul. Se jogar no Google você vai ver e vai descobrir que o amor é essa incomodação toda, essa irritação infantil, essas guerras de travesseiros. E como eu queria, agora, irritar você. Fazer cócegas até ser vencida, rir até a barriga doer. A gente se completa, vê?

(Karla Tabalipa)




Eu boto fé.


Eu gosto de você por motivos que nem arrisco dizer. Tudo bem, tem um milhão e trinta e dois motivos bem bonitinhos e bobinhos listados um a um num bloco de notas, mas é tudo fruto da nossa rotina cheia de doçura, das nossas brincadeiras infinitas e das artimanhas culinárias. Um fato: eu já amava você antes de descobrir os motivos para amá-lo, você compreende? Tudo o mais que vem surgindo, todas as vezes que te pego sorrindo, todas as vezes que te pego me olhando é só para reforçar aquilo que sabia desde o início: eu amo você. Eu já amava você, acho, quando te vi sentado atrás de uma mesa azul sendo você mesmo o tempo todo. Eis a chave do nosso sucesso: nunca fingimos ser quem não somos. A gente era o que era e nos apaixonamos pelo que somos. Boto fé. Eu boto uma baita fé na gente, eu boto uma baita fé nosso futuro projetado um dia depois do outro, eu boto fé no nosso acaso. O universo conspirou para que a gente se encontrasse num bar e para que eu te desse chance. Para que nos desse a chance de selar aquilo que a gente já queria. E a gente queria sem motivos, apenas porque desde o início, simplesmente era para ser. 


(Maria Fernanda Probst)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sou uma mulher-criança.


Eu gosto de fantasia. De conto de fada, de era um vez. Gosto da vida doce.

(Maria Fernanda Probst)


Sou uma mulher madura, que às vezes anda de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes usa salto alto. Sou uma mulher que balança. Sou uma criança que atura

(Martha Medeiros)

Choveu estrela.


Eu te ouvia respirar ao meu lado, enquanto lhe contava sobre constelações. Você ouvia, atento, minhas teorias sobre as conspirações do universo e aproveitei-me da situação para lhe falar das estrelas, as poucas que sabia. Seu braço arrepiava o meu, tamanha proximidade que estávamos. “Me toca!”, o pensamento pedia. Me toca, por favor, me toca. Meu pensamento se ungia destas palavras, queria que você pudesse ouvir meu sexto sentido, ou ao menos se atentasse para o brilho que surtia incandescente no meu olhar. Você parece tão doce perto de mim. Sou tão ácida e precipitada, queria logo lhe tascar um beijo na boca. Você se virou para mim, seu rosto à centímetros do meu, sorrindo e roubando todo o brilho das estrelas para irradiar teus dentes brancos. Havia um quê de ternura nos teus olhos castanhos que me incendiava inteira e eu segurei teu olhar, implorando para que lesse meus pensamentos. Eu te amava, rapaz, meu Deus como eu te amava! E você me leu, com todos os teus instintos e sentimentos, me leu com tamanha voracidade, que me engoliu inteira, como se meu corpo fosse uma maçã suculenta e madura, sem cuspir as sementes nem a casca, você me quis na tua boca, pele com pele, alma com corpo, sem pudores, nem limites. Em sôfrego êxtase, choveu estrela sobre a gente.

(Maria F. Probst e Ju Fuzetto)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um jeito tresloucado.


Sentido, meu amor, só faz para gente. Sentido, meu amor, é o amor da gente. 


Ando necessitada de rabiscar minhas ideias pelos cantos, de registrar qualquer fiapo de amor, esperança, felicidade que pulsa nos meus dedos inquietos. Não posso deixar evaporar o pensamento, entende? Não posso me perder nas esquinas, na rotina, no virar de páginas. Uma hora eu bordo uma história completa, começo, meio e fim, recheada de suspiros e amores e contos de fadas (sempre!), n’outra hora eu fico boba, olhando para você ou para lugar algum, buscando lá no fundo da memória aquela frase que queria dizer, mas perdi em meio aos pensamentos. A cabeça não pára, em nenhum momento. Eu vivo com um bloquinho e uma caneta sempre por perto, para não sofrer e lastimar as entrelinhas que fugiram, mas não me parece suficiente. Eu queria me ver ali, pintada na parede de casa, n’algum canto qualquer. Eu queria brincar de inventar letras, formas e juntar palavras de um jeito tresloucado e sem sentindo pr’aqueles que nos vêem de fora. 

(Maria Fernanda Probst)