segunda-feira, 12 de setembro de 2011

o mecanismo do infinito.



Tem um poema da Florbela Espanca que diz assim: ‘As coisas vêm a seu tempo, quando vêm, essa é a verdade.’Um dia a coisa sai. E eu acredito no mecanismo do infinito, fazendo com que tudo aconteça na hora exata.

domingo, 11 de setembro de 2011

reciprocidade.




Tenho muita coisa aqui pra te oferecer, mas sabe o que é?


Sou incompleto, também preciso receber.

que aconteça



Anyway, que aconteça, que deixe marcas boas ou más, lembranças, tristes ou alegres, n'importe quoi. Que deixe material para o baú da memória, penso sempre assim, até nas maiores saias justas.

amor próprio.



Hoje acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz!

E continuo indo...



Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os
carinhos, todas as atenções.
Quero colo,
  quero beijo,
      quero cafuné,
           abraço apertado, 
                 mensagem na madrugada, 
                     quero flores, 
                        quero doces, quero
                             música, vento, cheiros, 
                                  quero parar de me doar e começar a receber.
Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. 
                                                                                                       Eu vou gostando, 
                                                                                             eu vou cuidando, 
                                                                              eu vou desculpando,
                                                                    eu vou superando, 
                                               eu vou compreendendo, 
                                eu vou relevando, eu vou… 
e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.

Desatino



O caso é que começa a doer. Antes era só fantasia, e eu ficava feliz por sonhar. Era sustentável, pois podia imaginar, e nesses termos,  podia realizar também. Era, então, completa. Porque não havia dor: era só o amor ilusório nutrido por uma esperança descabida.
Mas agora eu quero mais. Há agora uma necessidade maior. Maior que qualquer coisa: eu quero mesmo é tudo.
Dá medo, não nego. Parece que estou me excedendo, soa como traição. Mas meu ato não é de forma alguma leviano. Egocêntrico, talvez. E pouco importa isso.
Claro que o medo e a vergonha difundem-se em minha alma formando obstáculos impetuosos, e que eu me encolho toda por dentro ao enxergar a minha fome supérflua. Mas tenho esse direito, acredito.
Posso querer mais, não por luxúria, sim por amor mesmo. Inclusive, é de amor que falo. O amor fez-se necessidade em mim, apesar de sua ausência contínua e da ligeira impressão de um sonho remoto, ou devaneio diário que tenho antes de dormir e me dar conta. Mas então me dou conta, e sumo por inteiro. Talvez seja eu o desvario, e não o amor. Ou sejamos ambos a mesma coisa. Sendo assim, não somos fictícios, já que sinto minha pele arder frequentemente. E se somos o mesmo, o mesmo vale para os dois.
O meu amor é real, e não aceito que me neguem isto.
Estou disposta a buscá-los. O amor, de todas as formas,  a paz de espírito e aquele tudo redundante que ressoa nos desejos já ditos.

sobre o amor.



Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... 
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.  
Mas porque a amo, e amo-a por isso, 
Porque quem ama nunca sabe o que ama 
Nem por que ama, nem o que é amar...



A moça que não era Capitu



Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não da pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte não da pra prever. Ou melhor até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva boias.
E se ela se afogar, se recupera.
Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pra feridas antigas?
A moça...ela amou muito, ama, e amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso não?
Dar o seu melhor para curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe para trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
As vezes esse alguém aparece, outras vezes não.
E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca, levanta-se e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário... Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no coração, na sua alma, na sua essência. E ama sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos outros vieram ao mundo.

seja indisponível.



Pare de correr atrás, pare de se importar. Seja indisponível, desapegue.
Pessoas gostam, do que não têm.


sábado, 10 de setembro de 2011

Yellow - ColdPlay




♪♫  Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do... ♪♫
 

Je ne regrette rien



Sou como Edith Piaf: "Je ne regrette rien" (Não lamento nada). Fiz o que quis e fiz com paixão... Se a paixão estava errada, paciência... Não tenho frustrações, porque vivi como em um espetáculo... Não fiquei vendo a vida passar... sempre acompanhei o desfile...

se eu partir.



Se eu partir e tempo não houver para despedir-me,
diga ao anoitecer que fui!
Mas que deixo a lua no céu,
a estrela no firmamento...
Que fui com o vento!
Diga ao mar obrigado pelo infinito azul,
pelas ondas cantantes
nas praias distantes de norte a sul.
Às aves do céu minha gratidão.
Pelas manhãs barulhentas!
Ao vento, obrigado!
Pelos recados costumeiros,
fiel mensageiro da minha saudade...


eu sinto muito.



                     Que me desculpem os apáticos,
                              Não tenho medo de sentir.
                                              Eu sinto muito!

meio fatigado.



Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.

Chegue mais perto...


Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. Daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer SIM, por favor chegue mais perto.

Penso em você...



... penso sempre em você. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. E de madrugada  eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. 
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. 
Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade,

um beijo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Relatividade


Coloque a mão na chama de um fogão por um minuto, e parece que foi uma hora. 

Sente-se junto daquela pessoa especial por uma hora, e vai parecer que foi só um minuto. 

Isto é relatividade.



Opte.




Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar.

                        Apesar de todas as consequências...

Que seja.



Se for pra ser breve que seja infinita a forma de durar! 

apego e desapego.


É andar dois passos, voltar meio, sofrer um pouquinho por


 ser apegada ao antigo e ao mesmo tempo desesperada 


pelo novo!

Pensa bem.




Pensa bem, meu amor, pensa bem. Eu sou daquele tipinho baixo de mulher. Daquele tipinho que rouba o seu celular enquanto você faz seu xixi feliz da vida, achando que conheceu alguém legal. Eu sou daquele tipinho raso, que vai xeretar seu orkut, tentando descobrir o que sua ex tinha que te fez demorar tanto para aparecer na minha vida. E vou odiar toda a sua história, e vou odiar que seus amigos sejam amigos da sua ex, e vou odiar que seus amigos vão adorar contar suas histórias do passado. E vou ficar quietinha, perdida, no canto da mesa. Querendo ligar pro Ricardo, pro Felipe e pro Pedro.

pelo menos.


"Pelo menos estou vivo. Em movimento, andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada, (...) tentando amar."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Relaxa, baby, e flui...



Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, até mesmo um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza- garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. 

nada é muito quando é demais.


Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

confesso.



Confesso que preciso de sorrisos, 
      abraços, 
            chocolates,
                    bons filmes, 
                          paciência e coisas desse tipo. 
                                 Confesso, confesso, confesso. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

sobre as procuras.


Não procure alguém que te complete. Complete a si mesmo e procure alguém que te transborde.

perceba.




Atraímos para nós coisas e pessoas que estejam de acordo com nosso momento, com a nossa energia. Os acontecimentos sempre tem um propósito.
A velha frase "nada acontece por acaso, a hora que tiver de ser, será ", se revela na nossa frente a todo momento, mas como estamos preocupados com as tarefas do nosso dia, não paramos para perceber esses sinais que se revelam pra gente.

Esqueça tudo e venha.



Esquece o que ficou pra trás, deixa o que passou pra lá e vem correndo pros meus braços.. Falar de amor é fácil, difícil é enganar o coração...

Atrevida.



Mas  sou atrevida por natureza e adepta da frase de Nietzsche: 
"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia."

Nada mais ou menos.




Morri pro quase, morri pro mais ou menos, morri pro nem tanto assim. Tô viva só se for pra virar meu mundo de cabeça pra baixo.