terça-feira, 15 de novembro de 2011

exatamente assim.


Tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso. Exatamente assim. Pesada, sufocada. Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar.

Nosso pequeno castelo - O Teatro Mágico.




"No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer?
Acontecerá."

(vídeo lindo... *-*)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

decepções.


Decepções são apenas uma forma de Deus dizer: eu tenho algo melhor para você.

qualquer coisa que me apontasse o rumo.


Queria consultar búzios, runas, pai, mãe, de santo ou não, qualquer coisa que me apontasse o rumo.

PS: Depois de tudo cheguei a conclusão que nada apontará o rumo: o tempo é o “compositor dos destinos”... E aguardo as surpresas prometidas naquelas cartas. =)


o que importa.


Mas no final o que importa é o que tem que ser, joga a alma, bota fé e não deixa o sonho morrer.

lembro-me.


Lembro dos sorrisos, das conversas, dos divãs, dor hormônios, de tudo… e me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… dizer que te considero. 

estrelas.


As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se ...todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!



Ne me quitte pas.


Rapte-me
Me adapte-me
Me capte-me
It's up to me
Coração
Ser querer ser
Merecer ser
Rapte-me 
Adapte-me ao seu
Ne me quitte pas..

o destino toma conta.


Se acalma pequena, quem foi feito um para o outro o destino dá um jeito de unir.

domingo, 13 de novembro de 2011

sobre as coisas.


Tem coisas que Deus dá para a gente aprender. E tem coisas que Deus só dá quando a gente aprende.

A amizade.


Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade...
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir.

Quero chorar o seu choro
Quero sorrir teu sorriso
Valeu por você existir, amigo.

sábado, 12 de novembro de 2011

sobre o destino.


Eu já quis que o destino me surpreendesse, hoje eu só espero que ele não me decepcione.

troca.



Troco dois pés em bom estado de conservação 

por um par de asas bem voadas.

pensar é transgredir.


Pessoas que gostam de andar com a alma uniformizada, por favor, mantenham distância! Gosto de essências pensantes, mutantes e desafiadoras. Aprecio aqueles que não têm vergonha de mudar de idéia... Dos que transgridem. Pensar é transgredir.

pacto com a vontade.

Remar. Re-amar. Amar.


Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar. 

preciso de você.


Eu preciso muito muito de você, eu quero muito muito você aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando. Você nem precisa perguntar se estou melhor. Você não precisa trazer nada, só você mesmo. Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio. Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha, ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

sigo assim.


Então sigo assim, penso em você, sorrio, e rezo, peço pra Deus cuidar da gente.

Experimentar na própria alma a força terna e tecelã da vida.



Não há como retornar ao que já não existe nem como adiantar o relógio para se chegar rapidamente ao que ainda não é. Experimentar na própria alma a força terna e tecelã da vida, ao mesmo tempo em que nos sentimos tão frágeis, é um desafio que requer paciência, toda gentileza e muita fé. As novas flores já moram nos brotos, mas ainda não desabrocharam. A chuva de renovação está dentro das nuvens, mas elas ainda não verteram. A borboleta já voa na crisálida, mas ela ainda nem se deu conta direito da novidade de ter asas.

páginas em branco.



Não quero olhar para trás, lá na frente,
e descobrir quilômetros de terreno baldio
que eu não soube cultivar.
Calhamaços de páginas em branco
à espera de uma história que se parecesse comigo.
Não quero perceber que,

embora desejasse grande,
amei pequeno.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

se autoconhecer.


A vida não é um questionário de Proust. 
Você não precisa ter que responder 
ao mundo quais são suas qualidades, 
sua cor preferida, seu prato favorito, 
que bicho seria.
 Que mania de se autoconhecer. 
Chega de se autoconhecer. 
Você é o que é, um imperfeito
 bem-intencionado e que
 muda de opinião sem a menor culpa.

o sertão.


O sertão é dentro da gente. 
E esse sertão não é feito apenas de aridez
 e provocação, mas também de veredas, 
de estações de alívio e beleza em meio à solidão.


o amor sempre vale a pena.



‎Se você tá sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias: não há nada que você possa fazer. E não há ninguém que possa ajudá-lo.
Na melhor das hipóteses você vai ter um amigo paciente, pra levá-lo a um bar e ouvir suas queixas.E eventualmente buscar você em um bar e levá-lo pra casa com segurança nos dias em que você se comportar feito um bobo.
Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa. Ele se chama TEMPO.
Portanto, procure levantar sua cabeça e dar um passo à diante. Por menor que seja.Porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno.
Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada.
E por mais que você não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento.
Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão quando o alvo dessa paixão já se foi.
Você está usufruindo o seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo.
Prova que você é um romântico, mas coisas ótimas não costumam ser baratas, e você tem que pagar seu preço.
Em algum momento, tudo isso vai passar! E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços, tudo estará em seu devido lugar, como se nada tivesse acontecido.
Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado, vai estar feliz consigo mesmo. Vai levantar sua auto-estima, você vai estar pronto para entregar o seu coração a outra pessoa, mesmo correndo o risco de partí-lo em mil pedaços novamente, porque:
O amor sempre vale a pena!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

o silêncio me define.


Não tenho simpatia por perguntas, explicações, sou econômica no falar em certos momentos, o silêncio me define melhor. Meus olhos já são falantes o suficiente e quando a vontade de verbalizar me agita… escrevo.

o vento.


O vento anda ficando mentiroso.
Prometeu trazer você - não trouxe.
Ficou de dizer o porquê, não disse.
Esperou que eu me distraísse,
passou depressa, rumo ao horizonte.
Já não tem importância
que cometa outra vez,
um ato de inconstância.
Aprendi a esperar.
Se ventos são capazes de levar embora,
a qualquer hora,
também, são capazes de fazer voltar.



meu coração.


Gostaria que meu coração fosse como uma porta giratória por onde as pessoas entrassem e saíssem sem que eu desse a mínima. Apenas passassem por mim, deixando souvenirs mas não marcas (…) Mas o que mais gostaria, acima de tudo, é que meu coração fosse como uma porta giratória por onde o amor entrasse facilmente. E não saísse.


ser sensível.


(...) Essa sensação, às vezes, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói ser ferido. Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

mudanças.


As pessoas têm medo das mudanças. 
Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.

a gente vai levando.



Vim ao mundo para questionar. Para me entender. Para ser feliz. Por isso, escrevo. Palavras são minha terapia. Meu remédio. Meu ponto de fuga e encontro. Na arte, eu me busco. É lá que eu sempre estou. Procurando o verbo, indagando a letra, consolando a frase que chegou ao fim. Quer me conhecer? Me encontre naquele romance antigo, segundo parágrafo, mostrando que a solidão não deve se atravessar a sós. Talvez eu possa – e isso é quase certo – me mudar pros tons daquela bela música e por lá ficar: “feita de luz mas que de vento”… Ah, me desculpem os Jungs, Freuds e Lacans. Mas Chico Buarque me entenderia! Alguns artistas – e nisso incluo poetas, músicos e demais sonhadores – parecem conhecer a fundo a alma humana. Quando falam de si, mostram um pouco também de nós. Quem nunca pensou, ao menos por um segundo: essa canção foi feita pra mim? Eu já me apropriei de centenas de músicas (com o devido crédito ao autor, é claro), que dizia serem “minhas”. Naquele momento, elas – e só elas – pareciam entender o que eu sentia. Letra por letra. Rima por rima. Em cada nota, um espanto. E uma sensação de pura comunhão com o mundo: é, eu não estou sozinha. A arte também foi feita pra unir. Pra protestar. Para seduzir. Por isso, passo a vida escrevendo. Lendo. Garimpando frases. Buscando o verso certo. A estrofe perfeita. Ou um conhecimento maior sobre mim mesma. Se estou conseguindo? Não sei. A arte nem sempre é bondosa. Um dia nos pega no colo e, no outro, nos faz enxergar o que ainda é difícil de ver. Mas tudo bem. Enquanto houver um poema pra nos consolar e uma boa canção pra nos comover, “a gente vai levando”.

Coldplay - Every Teardrop Is a Waterfall



I'd rather be a comma than a full stop!