terça-feira, 13 de dezembro de 2011

essa vida.


Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!

esperar ou esquecer.



Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber se deve esperar ou esquecer é a pior das dores.

um dia passa.



É que quando dói demais a gente não acredita que um dia a dor passa, mesmo que todo mundo fale. Mas passa. De verdade. É que a vida tem mesmo dessas voltas e acreditar nas pessoas e nas suas boas intenções ainda vale a pena. Porque simplesmente ainda existem pessoas que acreditam como você.       

Daí você olha pra sua vida e aceita a mistura de mulher cheia de pé no chão, brava e meio esquisita com uma menina cheia de sonhos e brigadeiros. Um jeito meio Amelie que pode mudar tudo, até os sonhos.

Alguns sorrisos no meio do caminho te confundem ainda com a decisão da mudança. E trazem o  que tanto você queria esquecer. Mas lembra também dos sorrisos daqueles que se reergueram por problemas resolvidos maiores que o seu. E sorri de volta, como quem agradece o pensamento mandado por algum anjo bom. E lembra-se do erros, mas não esquece que não errou sozinha. E você não tem que mudar de casa, nem de rua, nem rosto, você tem que mudar seu pensamento. Ser gentil com seus erros, ajuda a corrigi-los. Te corrigir pro melhor que a vida está te preparando. 

(Vanessa Leonardi)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

eu daqui, você daí.



Pois, quando eu daqui, você daí, tão vadio quanto eu, pára e lê – deve haver alguma cor nisso. Espero que bem clarinha.

o que permanece(rá).



De tudo,talvez, permaneça o que significa. O que não interessa. De tudo,quem sabe fique,fique aquilo que passa. Um gerânio de aflição (...) Uma piada.Um provérbio.Um buquê de presságios.Sons de gotas na torneira da pia.Tranqueiras líricas na velha caixa de sapato.De tudo,talvez restem bêbadas anotações no guardanapo. E aquela música linda que nunca toca no rádio. 

"O retorno do jovem príncipe"




"Tenho certeza de que sempre encontraremos a pessoa para quem estamos destinados (...) Cabe a nós estarmos preparados para distingui-la das outras."

(A. G. Roemmers in O Retorno do Jovem Príncipe)

Novidade: Para quem leu e se encantou com "O pequeno príncipe" de Antoine de Saint Exupéry, vai se encantar também com  "O Retorno do Jovem Príncipe” de Alejandro Guillermo Roemmers. Pelo pouco que sei, ele fala do retorno do Pequeno Príncipe ao planeta Terra, trazendo uma nova mensagem de fraternidade e esperança. Já estou louquinha para lê-lo. =))

o lado da luz.



Aprendi comigo mesmo a sair do próprio bode. Acho que todas as pessoas deveriam pensar no lado da luz. Está com vontade de se matar? Tudo bem, toma um banho, vai ao cinema, compra umas flores. Ficar trancado no quarto não vai resolver os problemas.

quando se deixou cativar.





A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

os amores mais bonitos.


Um amor físico, fatídico, real, raro e patente. Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados.

felicidade mansa.


Tem uma felicidade mansa por dentro, devagarinho. 
A casa bonita. Os dias bonitos. A roseira bonita. (...) 
Guardo meu amor por dentro. É precioso.

aos pouquinhos.


Não é de repente, é aos pouquinhos que as coisas acontecem.

sábado, 10 de dezembro de 2011

o abraço.


Coisa bem bolada essa dos braços se encaixarem. Uma possibilidade tão perfeita que parece que já foram imaginados também com esse propósito. Mas o melhor do abraço não é a idéia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

minha maneira.


Acho que fiz, tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Someone Like You - Adele


Don't forget me...

Música linda!

Procura-se beijos que satisfaçam.


A impressão que tenho é de que estamos todos tentando satisfazer um mesmo desejo, porém de maneira tão individualista e ansiosa que perdemos a noção do que realmente importa.
Assim, a carência afetiva tem se transformado numa verdadeira epidemia. Vivemos num mundo onde tudo o que fazemos nos induz a “ter” cada vez mais. Um celular novo, um sapato de outra cor, uma jaqueta diferente, uma viagem em suaves prestações...
E enquanto isso, nos sentimos cada vez mais vazios. Nossa voz interna faz um eco que chega a doer; e tudo o que poderia nos fazer sentir melhores seria “apenas” um pouco de carinho.
A carência é tão grande, a sensação de solidão é tão forte que nos dispomos a pagar por companhia, por uma remota possibilidade de conseguir um pouco de carinho. Talvez você argumente: “de forma alguma, eu nunca saí com uma garota ou um garoto de programa; jamais pagaria para ter carinho!”.
Pois é, mas não é de dinheiro que estou falando. Estou falando das escolhas que fazemos, indiscriminadamente, em busca de afeto; das relações sexuais fáceis e fugazes, da liberação desenfreada de intimidade, da cama que chega às relações muito antes de uma apresentação de corações... Expomos nossos corpos, mas escondemos nossos sentimentos de qualquer maneira!!!
Ou, ao contrário de tudo isso, estou falando da amargura e do mau-humor que toma conta daqueles que não fazem nada disso, que se fecham feito ostras, criticando e maldizendo quem se entrega, quem transa, quem sai em busca de afeto...
Enfim, os extremos demonstram exatamente o quanto pagamos. De uma forma ou de outra, estamos pagando pelo carinho que não damos e pelo carinho que, muitas vezes, não nos abrimos para receber.
Ou seja, se sexo realmente fosse tão bom, poderoso e suficiente quanto “prometem” as revistas femininas, as cenas equivocadamente exageradas das novelas ou os sites eróticos, estaríamos satisfeitos, não é? Mas não estamos, definitivamente não estamos!
Sabe por quê? Porque falta conteúdo nestas atitudes, nestes encontros. Não se trata de julgamento de valor nem de pudor hipócrita. Não se trata de contar quantas vezes já esteve com alguém para saber se já pode transar sem ser chamada de ‘fácil’...
Trata-se de disponibilidade para dar e receber afeto de verdade, sem contabilizar, sem morrer de medo de parecer tolo; sem ser, de fato, pegajoso ou insensível... apenas encontrar a sua medida, o seu verdadeiro desejo de compartilhar o seu melhor!
Muito mais do que orgasmos múltiplos, precisamos urgentemente de um abraço que encosta coração com coração, de um simples deslizar de mãos em nosso rosto, de um encontro de corpos que desejam, sobretudo, fazer o outro se sentir querido, vivo. Tocar o outro é acordar as suas células, é revivescer seus poros, é oferecer um alento, uma esperança, um pouco de humanidade, tão escassa em nossas relações.
Talvez você pense: mas eu não tenho ninguém que esteja disposto a fazer isso comigo, a me dar este presente. Pois é. Esta é a matemática mais enganosa e catastrófica sob a qual temos vivido. Quem disse que você precisa ficar à espera de alguém que faça isso por você?!?
Não! Você não precisa, acredite! De pessoas à espera de soluções o mundo está farto! Precisamos daqueles que estão dispostos a “serem” a solução! Portanto, se você quer vivenciar o amor, torne-se o próprio amor, o próprio carinho, a própria carícia. Torne-se a diferença na vida daqueles com quem você se relaciona, para quem você se disponibiliza.
A partir de hoje, ao invés de sair por aí dizendo que vai “beijar muuuuito”, concentre-se na sua capacidade de dar afeto e surpreenda-se com o resultado. Beije sim, sem se preocupar se é muito ou pouco. Beijar é bom, muito bom, sem dúvida; mas empenhe-se antes em trocar afeto, em se relacionar exercitando o respeito pelo outro, o respeito por si mesmo... e estou certa de que os encontros valerão muito mais a pena!

somos girassóis.


Gosto de imaginar na minha ludicidade poética que somos girassóis humanos, lindas, fartas, ensolaradas, pétalas sutis. É da nossa natureza buscar a luz, e o chamado, intransferível, é tão vital que às vezes até nos tornamos contorcionistas diante das circunstâncias da vida só para nos voltarmos para ela. E o miolo, bordado cheinho de sementes de amor e de lume, é o nosso coração.

PS: Sempre foi a flor que eu mais gostei. O girassol representa a força positiva do sol, transmitindo calor, força e integridade. A sua cor representa felicidade, alegria, orgulho e amizade. =)

desuso.


E por falar em perdas e ganhos, alguém notou que perdemos
nossa capacidade de nos emocionar?
 Parou para pensar que
gostar de alguém caiu em desuso? Que contemplar a lua cheia
virou demodê?
 Que amar é caretice? Que ficar em casa sábado
a noite é um passaporte para as fraldas geriátricas? Que o que
poderia ser paz, encaramos como tédio?

(...)

A constar, alguém aí anda preocupado
com a possibilidade de não suportar
a própria companhia
caso a internet dê pau
e o mundo pare de girar por alguns minutos?

roteiro fixo.


E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? (...) Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, pré-determinado, que não pode ser violado.

o que não te acrescenta.


Aquilo que não te acrescenta, em nada te fará falta.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

o ciclo.


Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim.

existir.


A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante. 

coisa ausente.


Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.

"II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

o que me interessa.

enquanto ainda estou vivo.



Que eu possa respeitar opiniões diferentes da minha. Que eu possa me desculpar antes do ódio. Que eu possa escrever cartas de amor de repente. Que eu possa viajar para adorar a distância. Que eu possa voltar para dizer o que não tive coragem. Que eu pense em meu amor ao atravessar a rua. Que eu pense na rua ao atravessar o amor. Que eu dê conselhos sem condenar. Que eu possa tomar banho de cachoeira. Que eu seja a vontade de rir. Que eu possa chorar ao assistir filmes. Que eu não seduza para confundir. Que eu seduza para iluminar. Que eu não sacrifique a confiança pela covardia. Que eu tenha dúvidas, melhor do que certezas e falir com elas. Que eu faça amizades falando do tempo. Que eu possa amar mais sem contar as horas. Que eu use somente as palavras que tenham sentido. Que eu prove a comida nas panelas. Que transforme a raiva em vontade de me entender. Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes. Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo.



o que não aparece.


Debaixo da maquiagem e por trás do meu sorriso,
 eu sou apenas uma menina que deseja o mundo.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

viver.



Qual o caminho da gente? 
Nem para frente nem para trás: 
só para cima. 
Ou parar curto quieto.
 Feito os bichos fazem. 
Viver... o senhor já sabe: 
"viver é etcétera."



o sorriso.


No momento em que sorrimos para alguém,
descobrimo-lo como pessoa,
e a resposta do seu sorriso quer dizer que
 nós também somos pessoa para ele.




a engrenagem da vida.


A vida é muito bonita,
basta um beijo
e a delicada engrenagem movimenta-se,
uma necessidade cósmica nos protege.