sábado, 15 de março de 2014

Há muita beleza.


Então tu chegas e cuidas de minhas chagas, cuido das tuas. Nos amamos em uivos, em dores e em apelo. Sei de nossa miséria, de nosso recolher de cacos, de nossos cortes, dos desenhos no chão feitos daquilo que vomitamos ontem. Vejo uma estrela de um lado, do outro um cavalo branco, gosto de cavalos brancos, têm coisas tuas, minhas e outras que não distingo, meio infinito. Claro que tem a aquela coisa verde, aquele cheiro, aquele quente. Acontece que sei que há muita beleza em tudo que é feio.

(Tiago Fabris Rendelli) 

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