sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Ela.


Só sei que ela escreve sobre silêncios e fala sobre barulhos. Sente além do sentir, ama pra além mar, ri e chora demasiadamente. Ela é o maior drama. Se faz de forte e, quando a dor aperta, se encolhe na cama. É criança que corre na chuva, é moça que recita sonhos e vive se fantasiando de imortal. Engole percalços, se atrapalha com números e se sai tão bem quando se explica com o coração. É guerra no meio da calmaria. É grito quando a alma cala. Ela é um verbo que não conjuga o futuro, um palavrão que desnuda a mente, semente a germinar na seca. Ela é estupidamente amada por todos, é protegida, emana energia, é luz que breca qualquer escuridão. É aquela que te deixa sem jeito, sem ar. É ela, que brinca de ventania e, volta e meia, te prende numa fé que nunca se desfaz.

(Ju Fuzetto)

Nenhum comentário:

Postar um comentário