sexta-feira, 18 de maio de 2012

o amor não tem medidas.



Ninguém tem a obrigação de saber o que a gente pensa. O que as pessoas devem é respeitar o que pensamos, isso sim. E entenda: ninguém vai pensar como você porque ninguém sente como você. Não queira colocar uma fita métrica imaginária no coração do outro e medir vamos-ver-quem-ama-mais. O amor não tem medidas, números, não cabe na balança. Cada um tem seu jeito, sua forma, sua personalidade. A gente tem que aceitar. Não só o outro, mas a gente mesmo. E viver.

(Clarissa Corrêa)

o coração nunca para.



O ser humano adora procurar um motivo para sofrer. Adora arrumar uma infelicidade para contar para o outro. É assim comigo, é assim com você. Acho que quando a gente amadurece emocionalmente se dá conta do seguinte: fazemos o possível, o que está ao nosso alcance. Se não deu certo, paciência. Isso não vai te fazer melhor ou pior que ninguém. Você não vai ser rotulada de fracassada. Você não vai ficar solteira até o fim da vida. Você vai, sim, amar de novo. Porque o coração nunca para.
(Clarissa Corrêa)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

felizmente mais doida.



"A prova de que estou recuperando a saúde mental,
 é que estou cada minuto mais permissiva: 
eu me permito mais liberdade e mais experiências. 
E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. 
Maior espaço psíquico. 
Estou felizmente mais doida."

(Clarice Lispector)

estado de supersensibilidade.




Penso que o meu caminhar é maravilhoso, pois agora já não sei o que vem antes, se é a arte em forma de proposições ou a vida que, de repente, se despenca dentro de mim e me traz esse estado de supersensibilidade.

 (Lygia Clark)

ela é assim! pronto.



Ela é assim! Pronto. Mas assim como? Explica! Ela é assim um mix de tudo  que se possa imaginar dentro de uma grande capacidade  de apenas não ser nada em definitivo.  Ela é aquilo que não consegue  se encaixar em moldes pré-existentes,  parece que ninguém nunca foi antes dela. Ela se incomoda com isso, às vezes, muito. Ela é cheia de sentimentos, parece que suas experiências  se manifestam é no dorso do seu colo,  e quase sempre, de vez em quando, tudo isso pesa. 
Mas não tem modo,  não existe maneira que a faça ser diferente.  
E ainda, graças a Deus, ela é diferente.  
Algo que pesa e que tem o dom da leveza,  algo que chora e que se manifesta em sorrisos,  algo de forte, mas que se desmancha quando encontra a água.

(Clarice Lispector)

o que eu peço.



O que eu peço é que você seja sempre de verdade também. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusões. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mão passando entre os fios de cabelo. Que perceba que às vezes tudo o que eu preciso é do silêncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lá na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opções e curvas. E que aceite que buracos sempre terão.

(Clarissa Corrêa)

os comigos de mim.


Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo.Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.' 
 (Fernanda Mello)


'Eu que me aguente comigo
 e com os comigos de mim.'.

 (Fernando Pessoa)

eu gosto de ser conduzida.



(...) Eu gosto de ser cuidada por alguém. Gosto de ser o lado mulherzinha da relação. Gosto que você faça os planos. Que você escolha o destino. Que você trace os roteiros. Que você assuma o comando. Que você me guie (mesmo que eu não te siga). Eu gosto de alguém que eu possa admirar. De quem eu tenha orgulho. Gosto que você saiba aonde vai me levar sábado à noite. Eu gosto de ser conduzida.

  (Brena Braz)

igualmente loucas.



‎"As pessoas têm vergonha de ser normal. 
E medo de ser diferente. 
Tornaram-se todas igualmente loucas. 
E deu no que deu."
  
(Gabito Nunes)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

ainda é possível ouvir estrelas.



Todo mundo sente medo, sente dor, tenta consertar o que não tem conserto, carregamos marcas que não se apagam, ausências que fazem doer o peito.
Mas ainda é possível ouvir estrelas.
Deixar que nossa luz nos oriente.
Ainda podemos rir como se a alegria fosse nosso melhor adereço.
Acredito que pés descalços é o luxo da alma.
Que estar perto é menos físico que a gente pensa.
Que olhos falam, palavras estragam, e silêncio grita.
Que a gente quer amar pra sempre, abrir o peito, recitar poema, sem se preocupar com o que os outros pensam.
Sei que o que mais vale a pena é chamado de coisa pequena, que vira importante quando a gente deixa de achar que é grande.

 (Renata Fagundes)

me conhecer.


Me conhecer é percorrer um terreno minado..
é preciso cautela e paciência.



Quanto mais tento entender de mim
menos me encontro
mais me surpreendo 

(Renata Fagundes)

compreender nossos caminhos.


Muitas vezes precisamos nos afastar de tudo para poder compreender os caminhos que estamos escolhendo.



A verdade é que quando estamos atentos percebemos rapidamente quem são as pessoas. Presta atenção, todo mundo conta rapidinho quem é, somos nós que não queremos enxergar.

(Denise Portes)

só sei ser.


Não sou de meias palavras, olhares atravessados,
meias verdades, meio quente,
meio lúcida, meia boca...
gente morna me embrulha o estômago.
Se eu, só sei ser inteira, por favor não me venha com metades.

(Renata Fagundes)


A vida é um negocinho
que a gente tem que rezar pra dar certo
todo santo dia!

(Be Lins)

cultive o que te faz bem.


Todos os dias eu enterro um pouco do que me faz mal. Eu não quero cultivar o que me destrói. O que nada me acrescenta. O que não me traz nada de bom.

(Bibiana Benites)


Eu amo pessoas que me fazem rir. Cura uma infinidade de males.

(Audrey Hepburn)

terça-feira, 15 de maio de 2012

o carisma.



O carisma é a expressão da alma. Quando a alma fala, sua essência espiritual e divina se manifesta, e a pessoa brilha, conquista, aparece. É nela que reside sua força e poder. Negá-la é preferir a obscuridade.
(Zíbia Gasparetto)

pessoas nutritivas e pessoas sugadoras.



                                        Qual é o teor da sua energia?

A mediunidade faz parte da natureza. Todos somos médiuns, uns mais, outros menos desenvolvidos, e trocamos energias uns com os outros.
Com umas você sente prazer enorme em conversar, com outras você antipatiza, quer vê-las pelas costas. Isso não é apenas um capricho seu, mas um reflexo das energias que elas irradiam e você capta.
Existem pessoas nutritivas e pessoas sugadoras.

As nutritivas são:
Independentes. Cuidam de si, assumem suas próprias necessidades, evitam descrregar seus problemas nos outros, procuram ganhar seu próprio dinheiro.
Generosas. Dão os bens que não vão mais utilizar, cooperam com as obras de cunho social. Estão sempre se renovando.
Confiantes em si. Estudam as experiências alheias, mas na hora de decidir não perguntam aos outros o que fazer.
Otimistas. Em todos os acontecimentos olham os lados positivos. Nunca fazem drama de nada.
Respeitosas. Nunca invadem o espaço de ninguém. Aceitam os outros como são sem desejar muda-los.

As sugadoras são:
Vítimas. Sofredoras. Quando lhes acontece uma coisa boa, ficam logo esperando uma coisa ruim. Culpam o governo, a sociedade, as pessoas por suas dificuldades.
Dependentes. Nunca fazem nada sozinhas. Acham tudo difícil. Sentem-se incapazes.
Indecisas. Não têm opinião própria. Só fazem o que os outros dizem.
Depressivas. Jamais falam do que já têm, só do que ainda lhes falta. Estão sempre querendo atenção especial das pessoas e revoltam-se quando não são atendidas.
Inseguras. Apegam-se a tudo e a todos. Têm medo das mudanças, do novo e do futuro. São ansiosas e dramáticas. Vêem o lado pessimista dos fatos.

Quando você capta energia de pessoa nutritiva, sente-se muito bem. Mas se de repente sente o corpo pesado, boceja, fica deprimida, triste, com dor de cabeça ou enjôo, provavelmente absorveu as energias de uma pessoa sugadora.

Nesse caso, vá para um lugar sossegado e faça o seguinte exercício:
Feche os olhos e pergunte mentalmente de onde vêm essas energias. O rosto da pessoa aparecerá em sua memória. Então, imagine que você está dentro de sua pele e diga com firmeza:
- Eu não quero nada de você... O que é seu é seu. O que é meu é meu. Fico com minha energia. O resto vai sair agora, não quero isso para mim.
Sentirá imediatamente grande alívio. Contudo, se você se sente rejeitada pelas pessoas, está na hora de observar quais as energias que você irradia. Elas são responsáveis por tudo que você atrai em sua vida.
Pense nisso.
(Zíbia Gasparetto)


ser o lugar.



Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.

(Fabrício Carpinejar)

permaneço.



Permaneço por mania. Às vezes finjo que vou, aos poucos, pra voltar estrada nova, recente. Não sei se você sabe mas, ser boa sobrevivente o tempo todo, me deixa com um ar novo, especial demais para esse querer insosso que insiste na gente. E esse olhar de quem vai ficando, lhe caiu tão bem. Tão justo. Mas eu tenho saudade sim. Um pouco menor que esse silêncio. Mas alguma coisa em mim tem a tua cara ainda. Você é uma exceção discreta e boba que, vezenquando, esbarra no meu dia. O que nos salva é essa minha falta de jeito para regras. Permaneço por preguiça. 

Ainda bem.
(Priscila Rôde)


você me deixa assim.



 Você me deixa assim, em estado de plenitude.
Existe entre nós uma cumplicidade,
que muda o rumo do nosso encontro.
Eu quero que o tempo passe devagarzinho,
para que eu sinta aos pouquinhos esse seu amor.

(Denise Portes)

deliciosa ambiguidade.



“Algumas histórias não tem um início, meio ou fim definidos. A vida é não saber, é ter de mudar, é aproveitar o momento e fazer o melhor sem saber o que vai acontecer a seguir.
Deliciosa ambiguidade…”

(Gilda Radner)

nada é definitivo.



"...Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade... Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz... Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem."


(Martha Maedeiros)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

o escritor.


                                               
“O escritor não é alguém que vê coisas que ninguém mais vê. O que ele faz é simplesmente iluminar com os seus olhos aquilo que todos vêem sem se dar conta disso. E o que se espera é que as pessoas tenham aquela experiência a que os filósofos Zen dão o nome de "satori": a abertura de um terceiro olho, para que o mundo já conhecido seja de novo conhecido como nunca o foi”. 
(Rubem Alves)

domingo, 13 de maio de 2012

mãe.



Minha mãe, pra mim, é sol mesmo quando chove. É chuva, com direito a cheiro de terra molhada do quintal lá de casa, quando tudo fica árido. Silêncio capaz de amansar ruídos que eu não sei como fazer dormir. Voz que me ajuda a acordar esperanças quando elas ficam com preguiça de levantar. Uma presença que sabe acender o meu ânimo quando o breu se esparrama. Primavera para o meu olhar, não importa qual seja a minha estação. Um perfume inigualável. Ela e as coisas todas do mundo dela. Quando chega, traz lembranças minhas que apenas ela reflete e apenas eu consigo ver. Uma espécie de poema que o sentimento lê em voz alta somente para dentro.

[...]

Minha mãe é maciez pra minha alma quando a vida se faz áspera e quando não. Um lugar de conforto, onde eu posso ser. Amor, quando as minhas folhas caem e quando floresço. A mesa sempre posta, até quando sinto fome apenas de lembrar quem sou.

Estou convencida de que ninguém me conhece melhor do que ela. Sente a emoção da vez, antes da minha voz. Sente quando omito alguma coisa, por mais sofisticados que sejam os meus disfarces. Sente a atmosfera da minhas palavras, antes que eu consiga ou resolva dizê-las. Conhece mais variações de sorrisos, silêncios e olhares meus e suas respectivas mensagens do que suponho mostrar. Ela não me conhece assim porque é versada em psicologia. Minha mãe é versada em mim, desde quando eu ainda nem era eu direito.

Parece ser especialista em previsões climáticas. Chove, quando não lembro do chapéu e ela diz pra eu não esquecer. Faz um frio absurdo, de repente, quando não levo o casaco e ela diz pra eu levar. Geralmente costuma doer quando alerta que vou me machucar e eu não ligo. [...] Mas a verdade é que mãe parece mesmo ter um olhar diferente. Capaz de ver coisas que quaisquer outros olhos do mundo não sabem enxergar. Nem os nossos.

Minha mãe cantou para me fazer adormecer. Ensinou-me, com toda a paciência, a rezar para o meu anjo da guarda antes de eu dormir e de levantar da cama. Ensinou-me a respeitar o espaço das pessoas, a ser educada com gente de toda idade, a ser cuidadosa com as plantas e os bichos, a não me apropriar de nada que não me pertencesse. De mãos dadas, seguíamos pelas ruas e seguir de mãos dadas com ela pelas ruas era uma espécie de festa que acontecia toda manhã. Encapava meus cadernos. Perguntava o que havia acontecido na escola quando percebia que eu havia chorado, mas não contava para ela. De vez em quando, me surpreendia com meus lanches preferidos enquanto eu assistia "Sessão da Tarde": bolo "Ana Maria"... bolinhos de chuva.[...] E quando eu sentia cólicas terríveis, lá estava ela, com seu chá de erva-cidreira e as toalhinhas quentes que passava a ferro para pôr sobre a minha barriga. Às vezes é preciso que o mundo dê algumas voltas e a gente amadureça um pouco para ser capaz de leituras mais amorosas sobre um bocado de coisas. Leituras com braços e coração mais abertos..."

(Ana Jácomo)

E parabéns a todas as mães pelo lindo dia! que Deus as ilumine sempre...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

mulheres.



"Dizem que as mulheres são todas iguais. E são mesmo, por mais diferentes que possam parecer. Podem ser loiras, negras, ruivas, com cabelos crespos ou lisos, tanto faz. Elas diferem no formato do rosto, tipo de corpo e timbre de voz, porém uma coisa é certa: mulher tem alma de mulher.

As mulheres pensam com o coração, estão sempre em busca de um ideal de beleza, lidam com situações difíceis como ninguém e conseguem desempenhar diversos papéis ao mesmo tempo. São profissionais, donas de casa, mães, esposas, namoradas, amigas, filhas, irmãs, confidentes. Uma mulher nunca perde a esperança, pois sabe que tudo na vida muda, afinal, ela mesma se perde no meio das ideias o tempo inteiro.

Mulheres sofrem de tpm, tentam combater a celulite, trabalham o dia inteiro, cozinham, buscam os filhos na escola, dão carinho para o marido e ainda conseguem fazer uma fofoquinha por telefone, enquanto lixam as unhas, depois da novela. São sensíveis, românticas e doces, mas sabem ser firmes, fortes e valentes, apesar de viverem presas nos labirintos que a emoção cisma em construir. É que toda mulher acredita em final feliz, porque essa é uma das graças da vida."
(Clarissa Corrêa)

sou e vou morrer assim.



"Eu sou intensa. E vou morrer assim. Por mais que eu tente puxar o freio de mão, as emoções me dominam e pulam de dentro de mim desesperadamente. Por isso, sou a favor do amor, da verdade, da vontade. Não sou a favor da traição e da mentira. Procuro fazer o bem e ficar em paz com minha consciência e meu coração..."

(Clarissa Corrêa)

naqueles momentos.



"Estou naqueles momentos silenciosos em que pouca coisa parece fazer sentido". 

(Fernanda Mello)

cada alma exala seu próprio perfume.



"Algumas pessoas me cativam de cara, sem esforço, só um sorriso e basta, outras já precisam se mostrar um pouco mais, precisam me fazer tirar a ruga da testa. Agora, existem outras tantas, que não importa o que façam, não conseguem arrancar nada de mim. Sinto como se a pessoa se contivesse para não demonstrar aquilo que é realmente, como se vivesse preocupada com a posição da máscara.
Talvez seja por isso que dizem que cada alma exala seu próprio perfume, algumas almas cheiram mal e não adianta a pessoa tentar camuflar o cheiro.
Hipocrisia fede e eu não achei meu nariz no lixo."

(Renata Fagundes)

é o cheiro.



"Se o cheiro não atrai, inútil apelar para gentilezas.
É o cheiro que chama, o cheiro que abraça, o cheiro que aperta.
O cheiro das pernas, o cheiro da nuca, o cheiro dos cotovelos, o cheiro dos joelhos.
O cheiro da voz lambendo, beijando, chupando.

(Fabrício Carpinejar in Mulher Perdigueira 'A carne é Forte')

eu sinto.



“Mas eu sinto, sabe? Sinto muito as coisas. Tudo, todos. Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto.” 
(Fernanda Mello)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

descobri.



Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. (...)  

(Tati Bernardi)