domingo, 12 de agosto de 2012

eu sou uma sortuda.



De vez em quando eu fico assim, meio boba, do nada fico te olhando fazer coisas simples, como amarrar o tênis, escovar os dentes, mexer a panela, lavar o copo, arrumar a cama, trocar um cd, coçar o braço, caminhar na rua, abrir a janela, qualquer coisa, fico te olhando e eu sinto que o meu coração sorri. De feliz. De ter te encontrado, porque eu acredito que o amor pra ser assim, de verdade, verdade, verdade, ele é muito raro. E difícil de achar. E eu sou uma sortuda.

(Clarissa Corrêa)

da vida.



"Da vida não quero muito... Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia e perdi apenas o que no fundo, nunca foi meu..."

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

aroma de coisa boa.

 "Deixa-me andar assim,
no teu caminho
por toda vida,
Amor,
devagarinho...."
  
(Florbela Espanca)


E foi no dia em que
o meu caminho encontrou o teu...
que eu percebi o que é
essa (des)ordem que se forma quando
a gente sente que o Outro,
é talvez a resposta dessa vontade
de ficar ao lado, dentro,
nos braços e risos de dois.
O que se formou naquele dia
foi mais que um aroma de coisa boa
no meu e no teu ar, que juntos,
seja por aquela partícula lilás-verão
do encontro, da energia que se fez
quando tua essência sentiu a minha;
Ou pela forma desmedida que meu corpo
e minha alma clamavam por aquele cheiro
que me fazia lembrar você,
Desde aquele dia... que nos 'descobrimos'
pelo toque, por esse reflexo tão exato de si no Outro,
por essa magia de vida e por aquela
doçura do primeiro encontro, do Estar junto,
que eu me permiti com mais (e mais) intensidade,
escutar essa música de dentro, que toca...
E todo-o-meu-Ser responde quando
o teu Ser-ao-lado está.

(Bibiana Benites)

teu diamante.



(...) E se o que tanto buscas  só existe em tua límpida loucura - que importa? Isso, exatamente isso, é o teu diamante mais puro.

(Mário Quitana in Antologia Poética ou Quitana de Bolso)

pra falar a verdade.



(...) Eu não consigo prever tudo sozinha, apesar de imaginar tanto um futuro que continua incerto demais pra mim. Meus planos para amanhã, meus amores de ontem ou do ano que vem, eu já não sei. Não sei se vai doer ou me fazer sorrir. Cadê meu sexto sentido? Já te falei, sou ingênua. Por isso sinto tanta falta de GENTE e de sinceridade. ATITUDES doces como chocolate, porque palavras eu já tenho uma coleção preservadas em embalagens bonitas. Pra falar a verdade, essa semana estou sentindo falta de mim. Do meu veneno, do meu encanto, da minha loucura, e da fé guardadinha no meu peito e que eu não consigo enxergar. Sinto falta das respostas para minhas perguntas indiscretas e de tudo que eu ainda vou me encontrar.
(Tatiana Camil)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

tudo muda.



Pessoas mudam. Sentimentos mudam. Isso não significa que o amor uma vez partilhado, não foi verdadeiro e real. Simplesmente significa que às vezes quando as pessoas crescem, elas crescem separadas.
(500 dias com ela)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

justiça no amor.



Não existe justiça no amor.
O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.
(...)
O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento. O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.
Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.
(...)
Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.
Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.
Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.
Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.
Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.
Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.
Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.

(Fabrício Carpinejar, crônica “Injustiça” in "Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus")

se estamos.



Nada é da gente. E a gente não é de ninguém. Se estamos, é porque assim escolhemos. E ponto.

(Bibiana Benites)

um quadro qualquer.



Então faz assim: traz um pincel bem colorido e pinta. Colore um quadro qualquer. Sem ritmo. Sem pressa. Resgata o brilho do olhar. Deixa que transborde tudo de mais lindo que você traz dentro. Sem medo. Sem receio algum. Seja. Flor, se assim quiser. Coração, se por esse caminho escolher. Mas aprende a te surpreender com as pequenas coisas da vida de novo. Com essas que nos deixam grandes. De alma.
  
(Bibiana Benites)

eu quero mais.



Que eu continue colhendo. Acreditando. Sonhado. Que pessoa alguma me faça amarrar a tristeza dentro. Porque de agora em diante, eu quero mais. Gente que me acrescenta. E menos. Bem menos sentimentos e/ou pessoas, que me diminuem.

(Bibiana Benites)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

deixar fluir, sem ruir.



Tenho o péssimo hábito de esquecer onde guardo as minhas coisas. Pior, apenas lembro que elas existem quando volto a vê-las. É verdade, tenho uma mente dispersa e um jeito atrapalhado de lidar com quase tudo. Embora acumule muitos planos e um “tantão” de expectativas, quando percebo o tempo passou e eu vivi apenas com aquilo que estava à altura dos meus olhos. Há muita coisa perdida em mim e que, no fundo, não gostaria que estivesse. Várias coisas caíram no esquecimento contra a minha vontade – por pura displicência. A sorte é que a vida se encarrega de deixar armazenado tudo que um dia marcou e, cedo ou tarde, a gente se depara com lembranças, pessoas, sensações, que se desprenderam do “nosso mundinho”.
Independentemente da presença ou ausência, você pode deixar fluir, sem ruir…"

(Fernanda Gaona)

vamos tecer mais um riso.



"Que a chuva que inaugura o meu dia
não atrase nem intimide o sol
que eu levo dentro do peito.
Que a tua ausência consiga enfeitar
a minha alegria com esses pedacinhos de ternuras
que deixam o abraço tão mais completo.
Que a tua carência floresça
dentro da minha porque juntos,
na mesma distância,
regaremos a plantação dos novos milagres.
E que o encontro do teu caminho
com a minha estrada acabe eterno,
mesmo que pelo amanhã não passe.
Mesmo que dure só um quase,
vamos tecer mais um riso e desabrochar
nesse fio de tempo
que tem a coragem
de um instante."

(Priscila Rôde)

domingo, 5 de agosto de 2012

somos tanto.



Então chegou a minha vez. Agora eu quero falar. É pela palavra que nos une. É pela Poesia. Pelo encontro. Pelo verso. Pela rima. Pela prosa nossa de cada dia. Que a Poesia continue nos mostrando que é possível se esvaziar do peso do mundo. Daquilo que nos dói.
Que a gente continue florindo. Que a gente continue amando. Dançando e cantando na chuva. Sentindo. E se sentindo. Mesmo longe. Mesmo quando perto.
Que a gente não se perca. Mas que tenhamos a ousadia de mudar a rota quando a vida assim quiser. Quando a gente assim decidir. Porque ninguém é de ferro. Somos o contrário disso. Somos tanto. Somos silêncio. Somos sorrisos. Somos também tristeza, quando o destino de rasteira nos alcança. Somos nossos livros que nos instruíram até aqui. Esse instante. Somos as pessoas que passaram por nós. E as que ficaram também. As que são.
Somos as tentativas. Os nossos sonhos. Somos a Poesia da vida. Somos Poesia. E dela extraímos a doçura que nos move. Que nos une. Que todos os dias nos abençoa, pela simplicidade dela. E pela gentileza, também.

 (Bibiana Benites)

sábado, 4 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

a metade da laranja.



Acho que todo mundo se completa com alguém. Lógico que sim, sou uma romântica incurável. Qualquer pessoa é mais feliz quando encontra (vem pra cá, Fábio Jr.) a metade da laranja. É melhor ter com quem dividir um passeio, uma novela, uma cama, uma história.
(Clarissa Corrêa)

frustrações.



Grande parte das nossas frustrações acontecem quando a gente espera que o outro tenha as mesmas atitudes que nós teríamos em determinada situação. Mas o outro é somente o outro. Ninguém é igual a ninguém. E nunca será. 

(Clarissa Corrêa)

mais uma maluquice minha.


(Clarissa Corrêa in "Para todos os amores errados")

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

eu não sou brincadeira.



"...Porque mulher não foi feita pra se entender. Mulher foi feita pra se amar. Não acham? Taí uma boa conclusão. Se eu tenho um "tipo", acho que nada mais é do que um cara que goste de mim. Que me admire, me assuma e seja guerreiro. Porque - meus amores - eu não sou brincadeira."

(Fernanda Mello)

a vida segue.


"Não importa o que você deixou de sentir. Deixou de amar. Deixou de ser. É fato: a vida segue. A vida não pára pra gente." 


"Fica o que foi/é bonito. O que é bom pra gente."

 [Bibiana Benites]

para atravessar agosto.



Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro.É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante:ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir,dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios , premonições.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu sem o menor pudor, invente um. Que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se , e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar.

(Caio F. Abreu)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

a vida.



Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do Universo.
(Roberto Shinyashiki)

terça-feira, 17 de julho de 2012

a amizade.



Bom é perceber que mesmo diante da correria da vida, dos trabalhos, da distância e muitas vezes da ausência de tempo, a amizade quando é verdadeira continua a mesma. Embora doída pela falta da assiduidade, todos continuam sempre por perto, ombro, ouvido, conselhos e coração.
Amizade, o poderio em amor que perdura vida!

(Patrícia Costa)

ao tempo.



Tempo: Vim te agradecer pelas perdas (necessárias) e pelos ganhos (merecidos). 

(Bibiana Benites)

eu amo você.


A pele é o lado de fora do sentimento.
(Ana Jácomo)


Eu amo te amar. Te adorar. Te ter. Me perder em ti. Me achar. Me perder de novo. Te sorrir. Te lembrar quando não estás perto. Te abraçar quando estás. Eu amo você, moço. Assim. Do jeitinho que você é.
(Bibiana Benites)

terça-feira, 3 de julho de 2012

o que o amor representa.


Não consigo imaginar nada mais satisfatório
 do que amar, e mesmo não sabendo 
o que o amor significa, sei o que representa. 
É o que nos faz, no meio de uma multidão,
 destacar alguém que se torna essencial 
para nosso bem-estar, 
e o nosso para o dele. 
É receber uma atenção exclusiva 
e ofertá-la na mesma medida. 
Ter uma intimidade milagrosa 
com a alma de alguém, o corpo de alguém, 
e abrir-se para essa mesma pessoa 
de um jeito que não se conseguiria 
jamais abrir para si mesmo, 
porque só o outro é quem tem a
 chave desse cofre.
  
(Martha Medeiros)

Quando apareceu o sol.



E eu confesso: veio chuva. Veio temporal. Veio dias cinzas. Mas quando apareceu a luz, foi lindo. Quando apareceu o sol na minha vida, outra vez, foi mágico. Foi um momento todo meu.
(Bibiana Benites)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

o mundo não para.



A vida não vai acontecer só quando o quando chegar. Ela vive acontecendo a mil por hora enquanto o quando não vem. A gente precisa parar de colocar tudo na mão do coitado do futuro. O presente sofre com isso. Fica enciumado. Também temos a péssima mania de achar que o passado era o mais legal de todos. Nossa memória, curta, tem um filtro. Guarda o que foi bom e deleta as partes feias.
Na vida, minha amiga, a gente tem que andar com o Plano B dentro da nécessaire. Porque o mundo não para de girar. E o quando pode não chegar como você espera.

(Clarissa Corrêa)

me deixa ser.


Se ser gente grande é abafar o riso em público, é deixar de falar o que pensa por não ser o momento adequado, é deixar de brigar pelo último pedaço, lamento mas eu não cresci. Gente grande é muito limitada. Ser feliz por nada, aos olhos deles é coisa de gente boba. Eu sobrevivo de bobagens. Não cresci realmente, acho que minhas ideias é que ficaram altas, minha aquarela mais colorida e meus dedos ainda mais lambuzados de sonhos.


 Me deixa ser isso, essa, aquilo...coisa sem explicação.

(Renata Fagundes)

intensidade na bolsa.


O que nos espera é bem maior que nós, é o que importa. Sempre. O nosso lugar dentro do tempo, guarda o sorriso do mundo. Porque Nele cabe o melhor, cabe tudo, cabe uma eternidade...
(Priscila Rôde)


Nasci para viver com a intensidade na bolsa, me acompanhando aonde quer que eu vá. Tenho um coração de criança, que anda de pé no chão. Tenho uma alma de moça que não abre mão de carregar para cima e para baixo os livros de contos com histórias bonitas e finais em que o felizes-para-sempre-são-realmente-para-sempre.

(Clarissa Côrrea)

seres hormonais e emocionais.



Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso. Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais. Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.
(Fernanda Mello)